08 de fevereiro de 2026
Opinião controversa • atualizado em 03/01/2026 às 17:49

Caiado se manifesta sobre captura de Maduro: “libertação do povo venezuelano”

O governador disse que o dia será marcado pela libertação do povo oprimido pela "narcoditadura chavista", mas não mencionou o interesse do governo americano pela exploração petrolífera
Caiado se manifestou nas redes apoiando a captura de Maduro. Foto: reprodução
Caiado se manifestou nas redes apoiando a captura de Maduro. Foto: reprodução

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), se manifestou nas redes sociais em apoio a ação do presidente norte-americano Donald Trump, que bombardeou a Venezuela e capturou o líder venezuelano, Nicolás Maduro. No X, Caiado afirmou que o dia 3 de janeiro será marcado como o “dia da libertação do povo venezuelano”.

Caiado citou o que chama de “narcoditadura chavista”, afirmando que o povo “oprimido há mais de 20 anos” se beneficiará da conduta dos Estados Unidos. “Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista. Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país”, escreveu o governador.

No entanto, Caiado não mencionou a ação violenta de Donald Trump, que autorizou o bombardeio da capital da Venezuela, Caracas, e de outras três cidades. O pronunciamento do governador aconteceu antes da declaração oficial de Trump, que assumiu que os ataques possuem interesse direto na exploração do petróleo da Venezuela.

Os internautas reagiram a opinião do governador, a maioria chamando atenção para o interesse dos EUA na exploração do petróleo do país. “A democracia se chama “Maior reserva de Petróleo do Mundo”, que definitivamente não servirá aos interesses do povo venezuelano”, disse um dos comentários.

A gestão de Maduro classificou a ação como uma agressão imperialista. Lideranças internacionais, incluindo o presidente Lula e a Organização das Nações Unidas (ONU), expressaram profunda preocupação com a violação da soberania nacional.

No Brasil, Lula classificou o ataque como “inaceitável” e alertou para a criação de um “precedente perigoso”. A nível mundial, o chefe da ONU expressou preocupação com a estabilidade da América Latina.


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