Oficializado nesta segunda-feira (30) como pré-candidato à presidência da República, o governador Ronaldo Caiado (PSD) rejeitou a polarização entre petismo e bolsonarismo. Caiado, que tenta se colocar como terceira via, afirmou que a divisão social beneficia somente aqueles que têm um projeto de poder. No discurso, não citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“A polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político, por aqueles que realmente se beneficiam dela. Pode ser desativada, sim. Pode. Por alguém que não é parte dela. É o que pretendo fazer chegando à presidência”, disse.
Caiado também reforçou que dará anistia “ampla, geral e irrestrita” aos bolsonaristas condenados pelos crimes contra a democracia no dia 8 de janeiro de 2023. E citou Juscelino Kubitschek. “Vou replicar o que JK fez com maestria”.
O governador não concentrou suas críticas somente ao governo petista e também mandou um recado ao bolsonarismo. Ele citou as cinco vitórias do PT nas eleições presidenciais desde a redemocratização e uma única vitória da direita, de Jair Bolsonaro, em 2018, mas que segundo ele permitiu a volta de Lula ao poder.
“Ganhar do PT é fácil. No segundo turno, ele estará batido. Difícil é governar para que o PT não seja mais opção. Não é mais opção em Goiás. Ganhar não é a maior dificuldade. Vai saber governar? Ou vai querer aprender a governar na cadeira? É diferente”, disse.
Caiado fez várias menções à formação como médico, citou feitos de seu governo em Goiás, sobretudo ligados à ciência e tecnologia, e evocou seu passado como defensor do agronegócio na antiga União Democrática Ruralista. Voltou a marcar diferença do clã Bolsonaro a não se colocar como radical.
“Ninguém atinge 88% (de aprovação no eleitorado goiano )sendo radical. Aprendi a cuidar de vidas. Acredito na ciência, na pesquisa. Acredito no avanço tecnológico. Sou o único estado do país que tem um marco regulatório da IA. Sou de um estado onde somos o primeiro a termos um modelo regulatório da autoridade de minerais críticos do país”, disse.
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