19 de julho de 2026
TRIBUTAÇÃO

Caiado nega pedido do governo federal para reduzir ICMS do diesel

Ministério da Fazenda apresentou proposta de redução da alíquota até 31 de maio. Goiano diz que cenário onera duplamente os estados
Caiado rejeita redução de alíquota do ICMS sobre diesel. (Foto: Hegon Corrêa)
Caiado rejeita redução de alíquota do ICMS sobre diesel. (Foto: Hegon Corrêa)

O governador Ronaldo Caiado (PSD) decidiu não atender aos apelos do governo federal para reduzir a alíquota de ICMS sobre o diesel para baixar o preço do combustível. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou medidas para conter a alta do óleo diesel – causada pela guerra no Irã – e pediu colaboração dos governadores para zerar o tributo estadual.

Caiado, por sua vez, argumenta que os estados não têm saída para criar outras receitas e afirma que os governadores têm suas administrações ‘duplamente oneradas’. O goiano argumenta ainda que Lula o fez já com uma compensação em vista a partir do recém-criado imposto sobre a exportação.

“Os governadores não tem como criar imposto de exportação como o governo federal criou para compensar aquilo que ele está abrindo mão do PIS e COFINS. É lógico que os estados não podem entrar com essa parcela de contribuição, já que o governo federal já está criando um imposto alternativo, que não divide com os estados e já chega direto para ele lá dentro do Tesouro”, afirmou o governador ao SBT News.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o Ministério da Fazenda propôs aos estados a isenção de ICMS sobre a importação de diesel, mediante uma compensação federal que cobriria 50% do impacto da medida. O custo é estimado em R$ 3 bilhões para a União e o mesmo valor para os estados, considerando dois meses de duração da medida.

O plano é levar a isenção até 31 de maio, com o objetivo de reduzir barreiras e garantir o abastecimento do mercado interno, diante de relatos de alguns estados sobre falta de diesel nos postos. Por isso, a ação seria direcionada apenas para os importadores do combustível.

A proposta foi levada pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, aos secretários de Fazenda dos estados em reunião na manhã desta quarta-feira (18). O encontro foi virtual e ocorreu após convocação do governo federal, como antecipou a Folha de S.Paulo.

Segundo Durigan, o custo da proposta seria de R$ 1,5 bilhão por mês para a União, e um valor igual para os estados. Os números ainda podem mudar, pois os secretários pediram tempo para avaliar os dados e refinar essas estimativas antes de tomar qualquer decisão. Entre eles, a proposta foi recebida como uma oferta de R$ 3 bilhões, considerando o prazo da isenção.

Pela proposta da Fazenda, os estados reduziriam a alíquota a zero na importação, e o equivalente a R$ 0,585 seria arcado pela União, por meio de uma subvenção paga aos estados. Segundo Durigan, 27% do diesel consumido no Brasil vem do exterior.


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