Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu nesta sexta-feira (6) a necessidade de uma mobilização nacional para que o país substitua o que chamou de populismo por uma gestão baseada em resultados. A declaração foi feita durante debate com presidenciáveis do Partido Social Democrático, realizado em São Paulo.
Segundo o governador, o Brasil vive um momento que exige reação política e articulação entre diferentes setores da sociedade para a construção de um novo projeto de desenvolvimento. “Acredito na ciência, na pesquisa e que nosso grande desafio é a energia e o limite da inteligência artificial. Temos tudo para avançar, mas o Brasil é um país que fica discutindo teses populistas, sem menor capacidade de dar um norte para os jovens, nem evoluir”, afirmou.
Caiado também criticou o que classificou como conivência do atual governo federal com organizações criminosas e afirmou que gestores estaduais e municipais enfrentam desafios diários para garantir avanços em áreas essenciais. “Temos governadores e prefeitos lutando para fazer alfabetização na idade certa e para ter segurança pública, enquanto a conivência do atual governo com as facções criminosas é cada vez maior. Então, estamos vendo a necessidade de nos mobilizarmos”, disse.
Debate reuniu presidenciáveis do partido
Promovido pela Fundação Espaço Democrático, o debate reuniu Caiado e outros dois governadores e pré-candidatos da legenda: Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Junior, do Paraná.
O encontro foi mediado pelo jornalista Fernando Rodrigues, diretor de Redação do portal Poder360, e abordou temas como segurança pública e violência, benefícios sociais, escala de trabalho, empresas estatais e privatizações, reforma administrativa e fortalecimento dos municípios.
Segurança pública como prioridade
Durante o debate, Caiado destacou que a segurança pública é um tema central para a governabilidade do país. Segundo ele, não há estabilidade institucional sem o controle da criminalidade.
“Não existe governabilidade sem segurança. Se for presidente, farei a condução da área com a mesma rigidez. O Estado não se ajoelha para o crime, ele tem que ser soberano em seu território”, afirmou.
O governador citou como exemplo a redução de indicadores de criminalidade em Goiás e o controle do sistema penitenciário no estado como resultados de políticas de segurança pública adotadas durante sua gestão.
Críticas e defesa de reformas
Caiado também criticou o que chamou de “desordem institucional” no país e defendeu reformas estruturais conduzidas por lideranças com coragem política. Ao comentar propostas como o fim da escala de trabalho 6×1, questionou a ausência de planejamento orçamentário para medidas desse tipo.
Segundo ele, políticas públicas precisam ser planejadas e sustentadas por recursos garantidos. O governador citou ainda programas sociais implementados em Goiás que, segundo ele, foram estruturados com base em planejamento e foco na emancipação das famílias, o que teria contribuído para a redução da extrema pobreza no estado.
Defesa da autonomia dos estados
Outro ponto destacado pelo pré-candidato foi a necessidade de preservar a autonomia dos estados. Para Caiado, o presidente da República deve ser cercado por uma equipe técnica qualificada, capaz de compreender as diferentes realidades regionais de um país de dimensões continentais.
“A pessoa tem de ter humildade para governar. Governa-se com os melhores ministros, que sejam competentes na sua área. Aí acredito que nós vamos achar a solução para o Brasil e não uma dose única de um único medicamento para o Brasil inteiro”, disse.
Ao final, Caiado elogiou a iniciativa do PSD de promover o debate entre os pré-candidatos e afirmou que a capilaridade do partido pode contribuir para a construção de um plano de governo baseado no diálogo com lideranças e setores da sociedade em todas as regiões do país.
“Saberemos governar, porque temos estatura moral para chegar à presidência e sentar naquela cadeira, e não estar envolvido com bandalheira nem corrupção. É com autoridade moral que se governa”, concluiu.
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