16 de julho de 2026
ALEGO

Bruno Peixoto reage a pedido de Major Araújo por porte de arma em plenário: “proibido”

Presidente da Alego disse que também acionou Conselho de Ética e Corregedoria depois de crise envolvendo deputados do PL
Bruno Peixoto reforçou proibição de armas no plenário da Alego após requerimento apresentado por Major Araújo. Foto: Maykon Cardoso
Bruno Peixoto reforçou proibição de armas no plenário da Alego após requerimento apresentado por Major Araújo. Foto: Maykon Cardoso

Em meio à troca de ameaças entre os deputados estaduais Major Araújo (PL) e Amauri Ribeiro (PL), o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), confirmou nesta terça-feira (12) que continuará proibida a entrada de parlamentares armados no plenário da Casa. A declaração ocorre após Araújo protocolar requerimento pedindo autorização especial para portar arma durante as sessões.

O pedido foi feito nesta terça-feira, dias depois do confronto verbal entre os dois parlamentares do PL, registrado na última quinta-feira (7). Na ocasião, a sessão ordinária precisou ser encerrada após troca de ofensas, ameaças e convites para agressão física.

Ao comentar o requerimento, Bruno Peixoto descartou qualquer mudança nas regras internas da Assembleia. “A regra hoje é que ninguém pode entrar armado no plenário. Isso vai continuar apesar do pedido dele”, declarou. “Está determinantemente proibido e não será liberado a este ou àquele parlamentar portar arma de fogo em plenário”, completou.

Além de negar o pedido, Peixoto informou que acionou oficialmente a Corregedoria e o Conselho de Ética da Alego para acompanhar possíveis representações relacionadas ao episódio envolvendo Major Araújo e Amauri Ribeiro. “Conversei com o deputado Júlio Pina, que é o vice-presidente corregedor, a quem cabe o recebimento de toda e qualquer denúncia ou representação. E também com o Charles Bento, presidente do Conselho de Ética, e pedi rigor nas análises e celeridade”, relatou.

Conforme apontou o presidente da Casa, eventuais excessos poderão resultar em punições aos parlamentares. “Caso os parlamentares façam representações ou qualquer denúncia, tudo será analisado. E tenha certeza de que haverá punição caso excedam ou exagerem”, advertiu.

A tensão entre os deputados ganhou força após sucessivas discussões em plenário relacionadas a disputas internas no PL goiano e críticas envolvendo o senador Wilder Morais. Durante a sessão da última semana, Amauri Ribeiro chamou Major Araújo de “burro”, enquanto o colega reagiu com ofensas e ameaças.

Em meio ao tumulto, os dois chegaram a trocar provocações para confronto físico e precisaram ser contidos por assessores e seguranças da Assembleia. Mais cedo, ao defender o pedido para portar arma, Major Araújo alegou falta de segurança no ambiente legislativo e disse ter sido alvo de ameaças dentro da Casa.

“Apresentei um requerimento para que a mesa diretora me autorize vir para o plenário armado. A gente sido alvo de ameaças, agressão, ‘chamar para os tapas’ e eu não vou disputar nada nos tapas. Se alguém me encostar a mão, eu vou exercer o meu direito de legítima defesa garantido pela constituição e pela lei penal”, declarou o deputado.


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