10 de julho de 2026
ALEGO

Bruno Peixoto: Conselho de Ética já foi acionado para analisar embate entre Amauri Ribeiro e Major Araújo

Presidente da Assembleia endurece discurso sobre decoro parlamentar após troca de ofensas entre deputados do PL
Bruno Peixoto anunciou medidas após troca de ameaças e ofensas entre deputados estaduais durante sessão na Alego. Foto: Carlos Costa
Bruno Peixoto anunciou medidas após troca de ameaças e ofensas entre deputados estaduais durante sessão na Alego. Foto: Carlos Costa

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado estadual Bruno Peixoto (UB), anunciou nesta quarta-feira (14) que o confronto entre os deputados Amauri Ribeiro (PL) e Major Araújo (PL) será analisado pelo Conselho de Ética da Casa. A decisão ocorre após a escalada de tensão envolvendo os parlamentares nos últimos dias, marcada por troca de ofensas, ameaças e interrupção de sessão plenária.

Durante pronunciamento no início da sessão ordinária, Bruno Peixoto informou que as representações relacionadas ao episódio já foram encaminhadas ao colegiado responsável pela apuração disciplinar dos deputados estaduais. O Conselho de Ética, conforme argumentou o presidente, é o espaço adequado para avaliar eventuais excessos cometidos pelos parlamentares.

O presidente da Alego também reforçou que a Mesa Diretora pretende endurecer a condução das sessões diante de novos episódios de desrespeito no plenário. Ao citar dispositivos do Regimento Interno da Assembleia, Peixoto advertiu que poderá interromper pronunciamentos e até cassar a palavra de deputados em caso de reincidência. “Essa presidência não aceitará insultos na tribuna desta Casa”, declarou.

A crise entre Amauri Ribeiro e Major Araújo ganhou força na última semana, durante discussão em plenário envolvendo disputas internas do PL em Goiás e críticas relacionadas ao senador Wilder Morais. Na ocasião, os parlamentares trocaram ofensas e chegaram a desafiar um ao outro para confronto físico, sendo contidos por assessores e seguranças da Casa.

Após o episódio, Major Araújo apresentou requerimento solicitando autorização especial para portar arma de fogo durante as sessões plenárias. O pedido, no entanto, foi rejeitado pela presidência da Alego.

Na terça-feira (13), Bruno Peixoto confirmou que continuará proibida a entrada de parlamentares armados no plenário. “Está determinantemente proibido e não será liberado a este ou àquele parlamentar portar arma de fogo em plenário”, ressaltou.

O presidente da Assembleia também informou que conversou com integrantes da Corregedoria e do Conselho de Ética para pedir celeridade na análise de eventuais denúncias envolvendo o caso. Conforme apontou, punições poderão ser aplicadas caso sejam constatados excessos por parte dos deputados.


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