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O presidente Michel Temer decidiu indicar o seu porta-voz, Alexandre Parola, para presidir a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), do governo federal.
O nome do embaixador, que não tem experiência em veículos de comunicação ou na administração de canais de televisão, ainda será submetido ao conselho de administração da empresa.
Segundo a reportagem apurou, contudo, ele não deve enfrentar dificuldades para ser aprovado. A informação da escolha foi antecipada pelo "Radar", da Veja, e confirmada pela reportagem.
A escolha de Parola foi feita após uma queda de braço entre setores do governo. O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, queria a nomeação do ex-superintendente da Record Carlos Clemente, que também tinha o apoio da bancada evangélica.
O nome dele enfrentava resistência tanto no conselho de administração da empresa como na Casa Civil. Com o impasse, Temer decidiu adotar uma solução caseira e indicar o porta-voz, que vinha sofrendo críticas dentro do Palácio do Planalto.
Nos últimos meses, ele raramente fazia pronunciamentos à imprensa. Além de porta-voz, Parola fazia a intermediação com a imprensa estrangeira.
O Planalto argumenta que ele foi escalado para a função porque tem experiência em comunicação governamental, uma boa relação com o presidente, qualificação e capacidade intelectual.
CRISE
O atual presidente da EBC, Laerte Rímoli, pediu para deixar o cargo no mês passado. Como a família do jornalista se mudou para Los Angeles, ele decidiu se desligar da companhia estatal.
A permanência de Parola no cargo será curta. Ele deve ser transferido no início do próximo ano para Genebra, onde atuará junto à OMC (Organização Mundial de Comércio).
Mesmo assim, terá de administrar uma empresa que, além de administrar dois canais de televisão e oito emissoras de rádio, passa por um forte aperto financeiro.
Para este ano, ela irá dispor de um orçamento para investimento R$ 20 milhões menor que o de 2017. Além disso, a expectativa para outros gastos não obrigatórios também é menor: redução de R$ 10 milhões.
Parola foi porta-voz do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e passou por postos diplomáticos internacionais, como em Genebra, Londres e Washington.
Ainda que com menos recursos, a meta da EBC para este ano é elevar os índices de audiência, cuja média atual é de um ponto, e promover a cobertura das eleições presidenciais e da Copa do Mundo.
O gasto anual da empresa tem girado em torno de R$ 680 milhões nos últimos anos, sendo R$ 350 milhões (51,4%) para pagar pessoal.
Ele foi chamado por Temer para a função de comunicador das decisões oficiais em 2016, quando o presidente enfrentava uma crise na comunicação.
O objetivo era centralizar todas as declarações no embaixador, tentando diminuir ruídos com falas contraditórias de ministros.
A ideia inicial era de que ele atuasse como porta-voz da Casa Branca, respondendo a perguntas de jornalistas. O formato não foi implementado e a comunicação se resumiu à leitura de notas oficiais.

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