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O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) colocou em dúvida que a mulher do coronel João Baptista Lima tenha pago despesas de uma obra da filha do presidente Michel Temer. Segundo ele, o presidente é alvo de perseguição e conspiração.

"Eu não sei se ele está dizendo a verdade. Eu não tenho como afirmar que isso é verdade e vejo como mais um capítulo dessa novela de perseguição", respondeu Marun ao ser questionado sobre matéria publicada nesta quinta-feira (12) pela Folha de S.Paulo.

Na reportagem, um fornecedor afirma que uma reforma na casa de Maristela Temer, filha do presidente, foi paga com dinheiro vivo por Maria Rita Fratezi, mulher de Lima, amigo pessoal do presidente e alvo de investigações da Polícia Federal.

Piero Cosulich, dono da Ibiza Acabamentos, uma das empresas que entregaram material na residência de Maristela, em Pinheiros, bairro nobre de São Paulo, afirmou à reportagem da Folha de S.Paulo que Fratezi era quem levava, pessoalmente, o dinheiro na loja.

Inicialmente, Marun tentou se esquivar da pergunta feita pela reportagem, dizendo que não se pode acreditar em tudo que um delator fala. "Temos que parar com essa visão de que o que fala o delator é uma absoluta verdade", disse.

Ao ter sua declaração contestada, já que não se trata de depoimento de um colaborador da Justiça, o ministro mudou o tom.

De acordo com ele, é necessário ter um mínimo de zelo" com a figura do presidente. "A forma como alguns se dirigem a ele nas colocações é uma prova de que está havendo uma perseguição".

Para Marun, é natural que Temer viaje a São Paulo, nesta quinta, para conversar com seus advogados após o ataque, nas palavras dele, que tem sofrido. "Alguém que sofre um ataque e uma perseguição dessas, se não tivesse algum tipo de cuidado, seria irresponsável. E a última coisa que ele é, é irresponsável".

Defesa

Em meio ao cerco da Justiça a seus aliados e familiares, Temer decidiu ir na tarde desta quinta a São Paulo para se reunir com advogados. Oficialmente não constam compromissos na agenda do presidente no período da tarde.

De acordo com a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, os compromissos agendados na capital paulista são de ordem privada, e a viagem já estava prevista.

Nesta semana, o coronel Lima e José Yunes, ex-assessor do presidente, se tornaram réus, por determinação da Justiça Federal no DF, em investigações que apuram a formação de organização criminosa.

Na quarta (11), a Justiça federal no Rio Grande do Norte determinou que o presidente seja uma das testemunhas de dois ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves, ambos presos na Lava Jato. (Folhapress) 

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