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A Polícia do Rio prendeu na manhã desta segunda-feira (9) um homem suspeito de ter matado a tiros cinco jovens em um conjunto habitacional na cidade de Maricá, na região metropolitana do Rio, no dia 25 de março.

De acordo com as investigações, o suspeito, João Paulo Firmino, é integrante de uma milícia que atua na cidade. A Polícia Civil acredita que ele tenha cometido o crime sozinho pois todas as vítimas foram atingidas por tiros de uma mesma arma, mas ainda não sabe quem foi o mandante. 

A motivação tampouco está clara. Segundo a Polícia Civil, é possível que a milícia desconfiasse que um dos jovens mortos na chacina atuasse no crime organizado, ainda que não haja indícios disso. Há suspeita também de que eles tenham sido mortos simplesmente porque a milícia não tinha autorizado o encontro de jovens naquele horário.

Os cinco jovens foram mortos a tiros na madrugada de domingo (25).

Execução

Os garotos estavam numa área de convivência do conjunto habitacional Carlos Marighella. O crime ocorreu por volta das 5h50. 

"A forma de execução é típica de milícia. A tática é impor o medo. Numa execução à luz do dia, está claro que o objetivo era intimidação", diz a delegada responsável pela prisão, Bárbara Lomba.

Firmino está em prisão temporária, que tem prazo de cinco dias, prorrogáveis por igual período. Segundo a delegada, ele disse não saber porque estava sendo preso. Firmino já era investigado por homicídio em um inquérito de 2015.

Na mesma operação foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, dois deles contra policiais militares lotados no 7º Batalhão, em São Gonçalo, município vizinho a Maricá, também na região metropolitana. Há indícios de quem um deles seja o chefe da milícia. 

Um desses dois policiais, Wainer Teixeira Júnior, já havia sido preso na operação Calabar, deflagrada em 2017, que tinha como alvo 96 PMs suspeitos de corrupção. O policial não foi encontrado para comentar as suspeitas contra ele até a publicação deste texto.

Também foram presos em flagrante dois outros suspeitos de integrar a milícia, identificados como Jeferson e Bimbinha. Até onde a polícia sabe, eles não tiveram envolvimento com as mortes dos jovens.

Durante a operação foram apreendidos dinheiro, armas, carros e motos. 

A Polícia acredita que essa milícia atue em Maricá pelo menos desde 2015. Não se sabe se ela tem um nome, como outros grupos de milicianos do Rio, por exemplo, a Liga da Justiça. Tampouco se sabe quantos integrantes teria.

No último sábado (7), a polícia prendeu 149 pessoas suspeitas de participarem do maior grupo de milicianos do estado. Segundo a Polícia Civil, a milícia é prioridade das forças de segurança, assim como o tráfico de drogas. (Folhapress)

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