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Depois de ter silenciado comentários sobre as declarações do comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, o presidente Michel Temer fez um discurso enfático nesta quarta-feira (4) em defesa ao cumprimento da Constituição.

"O que mais prejudica o país é desviar-se das determinações constitucionais, quando as pessoas começam a desviar-se das determinações constitucionais, quando as pessoas acham que podem criar o direito a partir da sua mente e não a partir daquilo que está escrito, seja literalmente ou sistemicamente, você começa a desorganizar a sociedade", disse o presidente sem nenhuma menção direta às declarações de Villas Bôas.

A fala do presidente foi feita no Palácio do Planalto, durante a cerimônia de sanção de um projeto que flexibiliza o programa de rádio Voz do Brasil.

Na noite de terça (30), Villas Bôas escreveu em sua conta do Twitter sobre seu repúdio à impunidade e disse que o Exército "está atento às suas missões institucionais", sem detalhar o que pretendeu dizer com o texto. A ordem do Palácio do Planalto na terça foi de silenciar sobre o tema.

A postagem do general foi feita na véspera do julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Lula pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Temer aproveitou o evento desta quarta, do qual participavam órgãos de imprensa, para falar em liberdade de expressão como uma garantia constitucional. Segundo ele, a liberdade de imprensa decorre da ordem jurídica. Ele começou seu discurso dizendo ser um "quase escravo do texto da Constituição brasileira".

"A liberdade de informação permite as mais variadas críticas. E elas hão de verificar-se, porque elas dão também um norte para a própria sociedade. O que não se pode é combater pessoas, mas desmerecendo o país. Você precisa tomar um cuidado extraordinário com esse fato", disse Temer. (Folhapress) 

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