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A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, disse na manhã desta terça (3), ao abrir sessão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que é papel dos juízes fortalecer as instituições em um momento "talvez mais difícil, mais turbulento", como agora. Ela também pediu respeito às decisões judiciais. Nesta quarta (4), o STF julgará o pedido de habeas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cármen Lúcia, que também preside o CNJ, adotou tom pacificador semelhante ao de pronunciamento na TV Justiça na noite anterior, quando disse que "há que serem respeitadas opiniões diferentes".

"[Fortalecer as instituições é um] Papel que é de todos os juízes que vêm atendendo às determinações constitucionais, fazendo com que tenhamos instituições que possam atender cada vez mais ao reclamo da sociedade, agora num momento talvez mais difícil, mais turbulento", disse a ministra no CNJ.

"Estamos trabalhando independentemente dos resultados -que, nem sempre, tendo duas partes, faz com que todos estejam satisfeitos-, mas sempre esclarecendo a todos que o papel do juiz [...] é o de, segundo sua compreensão de mundo e de interpretação estrita da lei, fazer com que a nossa tarefa seja cumprida com quase nenhum espaço de discricionariedade", afirmou.

Segundo a ministra, o Judiciário trabalha para que se garantam os direitos de todos. Para tanto, Cármen disse que é preciso que as decisões judiciais sejam cumpridas, ainda que contrariem alguma das partes.

Nas declarações à TV Justiça, a presidente do Supremo disse que o Brasil vive "tempos de intolerância e de intransigência contra pessoas e instituições", e pediu serenidade.

Nesta quarta, durante o julgamento do habeas corpus pedido pela defesa de Lula para evitar sua prisão, são esperadas manifestações em Brasília de grupos favoráveis e contrários ao petista. Cármen Lúcia se reuniu na manha de segunda-feira (2) com o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, para tratar do esquema de segurança do STF durante o julgamento.

Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex em Guarujá (SP). Em janeiro, ele teve a condenação mantida em segunda instância pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Na semana passada, o TRF-4 negou os últimos recursos da defesa. Lula conseguiu temporariamente uma liminar que impede sua prisão até que o Supremo julgue o habeas corpus. (Folhapress)

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