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Michel Temer. (Foto: Reprodução/Instagram)
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O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira (3) que a Constituição Federal foi feita para evitar que o Brasil pudesse resvalar no autoritarismo. Ele declarou que os deputados que escreveram o texto -grupo do qual ele fez parte- optaram por escolher a expressão de que o Brasil é um Estado Democrático de Direito para enfatizar isso.

"Nós tínhamos tanta ansiedade para estabelecer uma estruturação do Brasil por um sistema normativo constitucional do qual não se pode desviar, sob a pena de resvalar para o autoritarismo, que nós enfatizamos para Estado Democrático de Direito", disse.

A declaração foi feita durante evento do MDB para filiação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à sigla. "E tenho certeza de que Meirelles incorporou essas ideias que são típicas do nosso MDB", disse.

Durante a cerimônia, o partido adotou tom de pré-campanha eleitoral, com direito a jingle. O Palácio do Planalto tenta viabilizar uma candidatura governista para as eleições de outubro. Ainda não há definição de quem ocupará o cargo. 

Temer confirmou recentemente que pretende concorrer à reeleição, mas a filiação de Meirelles também abre espaço para que o ministro possa ser o cabeça de chapa pelo MDB, caso a candidatura do presidente não se viabilize.

O emedebista adotou um discurso de defesa de seu governo durante a cerimônia, que acontece dias depois de vários de seus amigos terem sido presos por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) na operação Skala.

Esse é o segundo dia em que Temer fala em autoritarismo. Ao dar posse a novos ministros na segunda (2), o presidente fez uma crítica velada à ação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF. 

Temer disse ainda ter assumido a Presidência da República por circunstâncias constitucionais, e que seu governo viveu um fenômeno curioso. 

"Durante as campanhas, as pessoas apresentam programas e, ao chegar ao governo, não mencionam", disse. Ao falar isso, ele disse que o MDB lançou o programa "Ponte para o Futuro", às vésperas do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

"Apresentamos um programa para colaborar com o governo para mostrar que o MDB era um partido de ideia, e não apenas de política. Pensou-se que era um documento de oposição", disse. "Pela primeira vez alguém chega ao governo e executa um programa." (Folhapress)

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