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O ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo) saiu em defesa de Michel Temer nesta quinta-feira (29), depois que alguns dos amigos mais próximos do presidente foram presos.

"Quero saber os motivos da prisão. Tenho certeza de que, se isso não for tratado com sensacionalismo, não enfraquece o governo porque o presidente Temer não tem nada a ver com isso. O decreto dos portos não beneficia a Rodrimar", disse o ministro em Santa Catarina.

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (29), às 6h, o empresário e advogado José Yunes, 80, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer (MDB) na operação Skala.

Temer esteve com Yunes pela última vez na segunda-feira (26) em São Paulo.

Foram presos ainda o coronel João Batista Lima Filho, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi (MDB), aliados de Temer, e o empresário Antônio Celso Grecco, dono da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos.

As detenções foram autorizadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), relator do inquérito que investiga Temer por suposto recebimento de propina em troca de benefícios a empresas do setor portuário via decreto.

Barroso apontou indícios de corrupção, lavagem e organização criminosa no inquérito que envolve o presidente da República.

"Temos a mais absoluta convicção de que, em havendo clareza e imparcialidade na conclusão das investigações, chegaremos à óbvia conclusão, como se estivesse investigando um assassinato de quem não morreu, o decreto dos Portos não beneficia a Rodrimar e, no final, restará esclarecida a absoluta inocência do presidente em relação a isso", afirmou Marun.

Temer passou a manhã em Vitória (ES), na cerimônia de inauguração de um novo aeroporto. Ele retorna a Brasília à tarde e embarca para São Paulo ainda nesta quinta-feira. Deve encontrar o advogado criminalista Antonio Claudio Mariz, que o defende.

Se não houver alterações de agenda, Temer deve passar o feriado de Páscoa na capital paulista e voltar a Brasília no fim de semana. Uma reunião com ministros está prevista para domingo (1º).

Receio

O receio no Palácio do Planalto é de que a operação desta manhã tenha como objetivo conseguir uma delação premiada que dê elementos para embasar uma terceira denúncia contra Temer.

Parlamentares aliados do governo avaliam que, por causa da proximidade das eleições, será mais difícil conseguir barrar novamente uma denúncia, como aconteceu nas duas vezes anteriores, no ano passado.

Auxiliares de Temer avaliaram preliminarmente a ação desta quinta como política, já que não veem embasamento jurídico nem fatos relacionados ao mandato.

O entorno do presidente se preocupa ainda com o comportamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Peça fundamental para segurar as outras duas denúncias, Maia se afastou do presidente e agora disputa com ele como pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Um auxiliar palaciano ressaltou que o enfraquecimento de Temer interessa a todos os demais pré-candidatos, embora conturbe ainda mais um cenário que já está complicado.

Ele avaliou também que o episódio desta quinta pode favorecer o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que tenta viabilizar sua candidatura como nome do MDB e do governo à Presidência da República.

Por outro lado, pode fortalecer a tese de que o próprio Temer é quem deve ir para o enfrentamento para se defender. (Folhapress) 

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