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Os ataques à caravana do ex-presidente Lula na noite de terça-feira (27) foram condenados pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

Em sua conta do Twitter, Maia classificou como gravíssimo o disparo de tiros contra dois ônibus que acompanhavam o petista no Paraná. "Foi o ponto final de alguns dias de absurdos, uma tentativa de inviabilizar a mobilização do ex-presidente", escreveu.

No Ceará, Eunício disse que ameaças como as sofridas por Lula e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin são também uma ameaça à democracia.

"Nós não vamos tolerar, eu tenho convicção que nós vamos encontrar os culpados e punir esses culpados. A democracia não aceita esse tipo de comportamento. É lamentável que, em um regime democrático, as pessoas queiram, pela força, contrariar a vontade da população brasileira, da Justiça e do Parlamento. Quem faz vida política, quem está exposto, quem defende causas não pode ter medo de ameaça", afirmou.

FACHIN

Outro ato de violência que gerou repercussões entre políticos foi declaração dada pelo ministro do STF Edson Fachin. Em entrevista ao programa de Roberto D'Avila, na GloboNews, ele relatou que sua família vem sofrendo ameaças.

Fachin é relator da Lava Jato no Supremo e teve sua segurança reforçada. 

Os atos de violência geraram repercussões em toda a classe política. Na terça, o governador de São Paulo e pré-candidato ao Planalto pelo PSDB, Geraldo Alckmin, disse que o PT estava colhendo o que plantou. Nesta quarta, o tucano mudou de tom e disse que a violência tem de ser condenada.

Em entrevista à BandNews de Vitória-ES, o presidente Michel Temer disse que o ato é uma pena e que isso gera clima de instabilidade. Ele também criticou as ameaças ao ministro do STF. (Folhapress) 

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