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O êxodo de venezuelanos que fogem da grave crise econômica e social no país perturba os países vizinhos, afirmou nesta terça-feira o presidente Michel Temer.

O brasileiro se reuniu com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em Brasília. Em seus discursos, os dois presidentes fizeram críticas ao regime do venezuelano Nicolás Maduro.

"Este êxodo venezuelano para o Brasil e para a Colômbia perturba os países da América Latina e nós fizemos questão de evidenciar nossa relação com a Venezuela", disse Temer. Nesta segunda, houve um ataque contra um abrigo de venezuelanos em Mucajaí (Roraima). O governo federal havia declarado emergência na região no mês passado.

Sem citar o nome de Maduro, o brasileiro afirmou que defende a pacificação política e a democracia no país.

Maduro adiantou primeiro para abril, e depois para maio, as eleições presidenciais que estavam previstas para o fim deste ano, nas quais deve se reeleger — boa parte da oposição está impedida de concorrer.

Na segunda, ministros das finanças e da economia do G-20, reunidos em Buenos Aires, decidiram solicitar ao Fundo Monetário Internacional a criação de um fundo para a Venezuela.

"Temos uma relação institucional, de Estado para Estado, que não significa que nós patrocinemos o que está acontecendo na Venezuela sob o foco político. Queremos, como foi tratado durante a reunião, a pacificação política na Venezuela, a democracia plena nas eleições e a não agressão aos que se opõem ao regime que ora lá está constituído", afirmou Temer.

Santos também abordou a crise no país vizinho e a consequente expulsão de venezuelanos para os dois países. A Colômbia é o principal destino dos venezuelanos que deixam o país e já recebeu meio milhão de migrantes. Já o Brasil enfrenta um crescimento da entrada os vizinhos pelo estado de Roraima. Autoridades brasileiras estimam que 40 mil venezuelanos já entraram no país.

"Concordamos [Brasil e Colômbia] em trocar informações e experiências para ajudar os venezuelanos que fogem da crise, e buscar a melhor forma de lidar com essa situação inédita", afirmou.

"Fazemos um chamado ao presidente Maduro para que aceite a ajuda humanitária que vários países, como Brasil e Colômbia, têm oferecido. Não entendemos como recusam este tipo de ajuda com a crise humanitária que se agrava a dia dia".

Segundo Santos, os dois presidentes demonstraram interesse em fortalecer a relação em assuntos ligados à defesa e segurança.

"Queremos seguir trabalhando em muitas frentes, por exemplo, no uso de ações de inteligência contra o crime organizado e o narcotráfico", disse.

Os ministros da Defesa Nacional da Colômbia, Luis Carlos Villegas, e o de Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, participaram da reunião presidencial e trocaram informações no Palácio do Planalto.

Acordos

Brasil e Colômbia firmaram três acordos nesta terça: um memorando de entendimentos voltado a pequenas e microempresas, outro ato para aplicar certificados digitais de origem para aumentar o comércio entre os dois países, e um terceiro na área de agricultura familiar.

O último tema é considerado um dos passos para A consolidação do acordo de paz firmado pelo governo de Santos com as Farc (a ex-guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, hoje convertida no partido Força Alternativa Revolucionária do Comum).

O colombiano está na reta final de seu segundo mandato (a eleição será em 27 de maio) e pretende deixar como marca de sua gestão o acordo de paz, que lhe rendeu o Nobel da Paz de 2016, mas cuja implementação tem encontrado obstáculos.

Segundo Temer, os dois presidentes também deram sinal verde para a negociação na área de compras governamentais, parte ainda não coberta por tratados de comércio de bens entre o país e o Mercosul –97% do comércio entre Brasil e Colômbia estão cobertos por um acordo comercial.

Temer também advogou por um acordo comercial entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai – a Venezuela está suspensa) e a Aliança do Pacífico, bloco do qual a Colômbia faz parte junto com México, Peru e Chile. (Folhapress)

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