16 de julho de 2026
Exploração controlada • atualizado em 21/04/2026 às 09:33

Brasil sela acordo estratégico com a Alemanha para estudo de terras raras e minerais críticos

O acordo, assinado em Hannover, amplia a cooperação científica e tecnológica da exploração da matéria-prima considerada especial para impulsionar a transição energética global
Na Alemanha, Lula se reuniu com o chanceler federal do país europeu, Friedrich Merz. Foto: Ricardo Stuckert/ PR
Na Alemanha, Lula se reuniu com o chanceler federal do país europeu, Friedrich Merz. Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O Brasil oficializou, nesta segunda-feira (20), uma cooperação estratégica de alto nível voltada para a pesquisa e inovação em minerais críticos e terras raras. O documento foi assinado em Hannover, na Alemanha, durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país europeu. Lula se reuniu com o chanceler Friedrich Merz para intensificar os laços tecnológicos entre as duas nações.

A parceria estabelece diretrizes para o desenvolvimento conjunto de toda a cadeia produtiva desses insumos, fundamentais para a fabricação de semicondutores, baterias de alto desempenho, turbinas eólicas e painéis solares. O acordo envolve diretamente o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) brasileiro e a pasta de Pesquisa, Tecnologia e Espaço alemã.

Valor agregado e soberania

Dono de uma das maiores reservas mundiais desses minerais, o Brasil busca, a partir do tratado, deixar de ser um mero exportador de commodities. Durante o encontro em Hannover, o presidente Lula ressaltou que o objetivo é atrair parques industriais de processamento para o solo brasileiro, garantindo que a riqueza mineral resulte em desenvolvimento tecnológico e industrial sustentável no país.

Pelo lado alemão, o chanceler Friedrich Merz destacou a importância de fortalecer redes de parceiros com valores semelhantes em um cenário global de mudanças. A Alemanha vê no Brasil um aliado indispensável para garantir o suprimento de materiais essenciais, reduzindo a dependência de poucos fornecedores mundiais e fortalecendo a soberania tecnológica de ambos.

Financiamento e intercâmbio científico

O plano de ação prevê medidas concretas que devem entrar em vigor ainda este ano. Entre os pontos principais estão apoio a empresas, investimento direto e capital humano.

O acordo deverá trazer incentivo à inovação em pequenas e médias empresas de ambos o países. Além disso, vai promover a criação de um programa bilateral de financiamento para instituições de pesquisa e empresas nacionais, previsto para ser detalhado ainda em 2026. A iniciativa vai proporcionar, ainda, um intercâmbio de cientistas e técnicos de pós-graduação para o desenvolvimento de novas técnicas de extração e beneficiamento dos minerais críticos.

Este acordo sobre minerais é apenas um dos 15 atos de cooperação assinados entre os governos, que abrangem também áreas como inteligência artificial, defesa, economia circular e o combate a crimes ambientais. O Brasil foi o grande destaque da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, reforçando sua posição como ator central no debate sobre a descarbonização e o futuro da indústria global.

Com informações da Agência Brasil*


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