06 de outubro de 2026
Saúde

Brasil integra pesquisa internacional que busca a cura da hepatite B

Estudo reúne instituições de cinco países e acompanhará 600 pacientes por cerca de quatro anos e meio
Foto: Divulgação
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Duas universidades públicas brasileiras participam de um consórcio internacional que busca identificar novos tratamentos e possíveis caminhos para a cura da hepatite B. A informação é da Agência Brasil. De acordo com a reportagem, a é liderada pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos , e reúne grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda.

O Brasil é representado pelo Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), e pela Universidade de São Paulo (USP). O estudo, iniciado no país neste ano, deverá durar cerca de cinco anos e pretende analisar, em nível celular, o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países e as respostas imunológicas dos infectados. Também serão acompanhadas pessoas com coinfecção por hepatite B e HIV.

Ao todo, serão monitorados 600 pacientes, sendo 150 de cada país participante. A equipe da Hucam-Ufes acompanhará 75 deles. Os pesquisadores pretendem identificar fatores que expliquem por que a doença evolui de maneira diferente entre os pacientes, além de características genéticas associadas à proteção contra a progressão da infecção.

Segundo a pesquisadora Tânia Reuter, do Hucam-Ufes, conforme publicado pela Agência Brasil, um dos objetivos é encontrar possíveis alvos para o desenvolvimento de medicamentos e estratégias capazes de contribuir para a cura da doença.

Doença ainda sem cura

A hepatite B é uma infecção viral que afeta o fígado e pode evoluir para cirrose, câncer hepático e morte. Segundo dados de 2024 da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 240 milhões de pessoas vivem com a forma crônica da doença no mundo.

No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 276,6 mil casos confirmados entre 2000 e 2022.

A transmissão pode ocorrer por contato com sangue contaminado e por via sexual, além de poder passar da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. A principal forma de prevenção é a , disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas não vacinadas de todas as idades.

A pesquisa internacional também está alinhada à meta da OMS de eliminar as hepatites virais como ameaça à até 2030.


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