18 de abril de 2024
Inovação

Brasil aprova primeiro medicamento injetável contra HIV

Aprovado pela Anvisa, o Cabotegravir se mostrou mais eficaz e mais prático do que medicamentos orais utilizados na prevenção contra infecções do vírus da Aids
Foto: Reprodução
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A Agência Nacional de Viligância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento injetável contra o vírus HIV. O medicamento chamado Cabotegravir possui função de profilaxia, usado na pré-exposição ao vírus. O novo remédio foi registrado, com publicação oficial divulgada no Diário Oficial da União (DOU) na última segunda-feira (5).

A profilaxia de pré-exposição (PrEP) funciona como preventivo em situações de exposição ao vírus causador da Aids. O medicamento injetável é considerado uma inovação e recebeu aprovação da agência reguladora dos Estados Unidos, FDA, em 2021, e recomendação de uso da Organização Mundial da Saúde (OMS) para casos específicos, em 2022.

O medicamento é recomendado para casos em que há exposição ao vírus, como em situações de estupro e relações sexuais desprotegidas, ou em contato direto com material genético de pacientes portadores. O princípio ativo prepara o corpo para reagir ao primeiro contato com o HIV.

Atualmente, a prevenção de infecção por HIV no Brasil é feito com o medicamento oral, o PrEP oral, uma combinação de dois remédios, o tenofovir e o entricitabina, conhecida como Truvada. O coquetel é administrado e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com efeito, pesquisas com o Cabotegravir já demonstraram eficácia 69% maior que o medicamento de uso oral. A Fundação Oswaldos Cruz (Fiocruz) já anunciou um estudo de implantação do remédio injetável no Brasil. A intenção é avaliar a viabilidade do uso do medicamento no SUS.

Com informações do G1


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Luana Cardoso

Luana

Estagiária de Jornalismo do convênio entre a UFG e o Diário de Goiás.