22 de maio de 2024
Investigação • atualizado em 19/08/2022 às 19:15

Bombeiros checam existência de material radioativo guardado em galpão de Anápolis

Segundo a corporação não há motivo para pânico, já que a substância radioativa, caso exista, está envolvida em um "castelo de concreto"
Ainda não há informação do que se trata, a suspeita é que pode ser um material químico ou radioativo. (Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros)
Ainda não há informação do que se trata, a suspeita é que pode ser um material químico ou radioativo. (Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros)

Na tarde desta sexta-feira (19), equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para checar uma denúncia de que um material radioativo estaria guardado em um galpão, em Anápolis. Conforme explica a corporação, o material está envolvido em concreto e, por isso, caso exista substância radioativa, não causa contaminação.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a suspeita é que pode ser um material químico ou radioativo, uma possível cápsula de raio-X de um consultório odontológico que estava guardada há dois anos. Conforme a equipe, o material foi cimentado dentro de uma lata, e a área está isolada e aguarda a equipe da Companhia Ambiental de Operações Com Produtos Perigosos, que é especializada nesse tipo de ocorrência.

NÃO DEIXE DE LER: Material suspeito não é Césio-137

A corporação informou ainda que um técnico da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) também deve ir à Anápolis para avaliar a situação com o uso de detectores e descartar ou não a possibilidade de acidente radiológico.

Portanto, segundo a corporação, não há motivo para pânico, já que a substância radioativa, caso exista, está envolvida em um “castelo de concreto”.

Material não é Césio-137

Conforme noticiado pela rádio CBN Goiânia, o material é um bloco de cabeçote de raio-X de equipamento odontológico e foi descartada a existência de césio e qualquer outro material radioativo. De acordo como coordenador Nacioal da Cnen, Valter Mendes Ferreira a hipótese de ser césio já estava descartada pelo fato de não conter fonte radioativo. Ele explica que o material foi levado para a Comissão até mesmo para evitar a disseminação de fake news.

”Para diminuir esse impacto psicológico, que não é nada, não é material radioativo, o procedimento do sistema de emergência é recolher esse material para evitar esse tipo de coisa”, afirma o coordenador à CBN Goiânia.


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Leonardo Calazenço

Jornalista - repórter de cidades, política, economia e o que mais vier! Apaixonado por comunicação e por levar a notícia de forma clara, objetiva e transparente.