O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ainda não tem previsão de alta, segundo boletim médico divulgado neste domingo (15). De acordo com a equipe responsável pelo atendimento, exames clínicos apontaram melhora da função renal nas últimas horas. No entanto, a elevação de marcadores inflamatórios no sangue levou os médicos a ampliarem a dosagem de antibióticos administrados ao paciente.
Bolsonaro está internado desde a manhã da última sexta-feira (13) no hospital DF Star, onde trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. O boletim informa que o quadro clínico é considerado estável, mas a equipe médica ainda não prevê quando ele poderá deixar a UTI.
Segundo a Agência Brasil, além da ampliação da cobertura antibiótica, os profissionais de saúde também intensificaram as sessões de fisioterapia respiratória e motora.
Internação
O ex-presidente passou mal na sexta-feira e foi levado ao hospital por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele apresentava febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Ele está detido na Papudinha, unidade localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Visitas autorizadas
Em decisão divulgada na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante a internação.
Também foram liberadas visitas dos filhos Jair Renan, Flávio, Carlos e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia.
Moraes determinou ainda que a vigilância do ex-presidente seja feita pelo Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com policiais de prontidão 24 horas. Dois agentes permanecem na porta do quarto, além de equipes dentro e fora do hospital.
O ministro também proibiu a entrada de computadores, telefones celulares ou qualquer dispositivo eletrônico na unidade onde Bolsonaro está internado, com exceção de equipamentos médicos.
O boletim médico é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI Geral Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
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