21 de julho de 2024
Guerra de narrativas

Bolsonaro diz que não tomou vacina contra Covid-19 e estuda processar ministro

De acordo com CNN, o ex-presidente acredita que trata-se de estratégia petista para acusá-lo de genocida
Bolsonaro fazendo proselitismo pró-cloroquina em uma de suas lives de quinta-feira enquanto presidente da Reública (Foto: Reprodução/Youtube)
Bolsonaro fazendo proselitismo pró-cloroquina em uma de suas lives de quinta-feira enquanto presidente da Reública (Foto: Reprodução/Youtube)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reforçou a aliados nesta sexta-feira (17/02) que não se vacinou contra a Covid-19 e que estuda processar o ministro da Controladoria Geral da União, Vinicius Carvalho, que revelou à CNN dados de imunização do político. A informação é da própria emissora.

A CNN disse que ouviu de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que o político reforçou que ainda não se imunizou. De acordo com a reportagem, ele ainda disse que está disposto a fazer qualquer exame que comprove que ele não tomou nenhuma dose de qualquer imunizante.

Bolsonaro ainda acredita que trata-se de uma estratégia petista para condená-lo por genocídio, uma vez que secretamente vacinado, o político fazia campanha anti-vacina e promovia tratamentos sem comprovação cientifica.

De acordo com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius de Carvalho, em entrevista concedida à própria CNN, Bolsonaro teria se vacinado no dia 19 de julho de 2021. O fato é saber se o documento não teria sido adulterado.

De acordo com o documento, o ex-presidente teria recebido uma dose da vacina Janssen. “Esse registro existe. Pelo menos pelo que a gente sabe das informações. Se isso está em um ofício da CGU, a CGU não faz uma pergunta à toa. Se esse registro está em um ofício da CGU, eu não tenho como negar”, destacou. 

Os dados indicam que a vacinação ocorreu no bairro de Perus, na cidade de São Paulo. Até o dia 18 de julho, o ex-presidente estava internado no Hospital Vila Nova Star, em uma das suas peregrinações médicas para tratar uma obstrução intestinal. No dia 19 de julho, Bolsonaro retornou a Brasília. Teria sido nessa data que o político recebeu a dose.

Mas o ministro explicou à CNN que pode ter havido adulteração e desde o dia 30 de dezembro há uma investigação em curso para apurar o assunto. “Se há anotações no cartão de vacina dele [Bolsonaro], do DataSUS, de que ele se vacinou e se houver uma inserção indevida de anotações sobre a vacina dele, seja no sentido de colocar informações de que ele se vacinou ou de retirar informações relativas à sua vacinação, nossa expectativa é que, com a apuração, a gente descubra se isso aconteceu”, pontuou.


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Domingos Ketelbey

Jornalista e editor do Diário de Goiás. Escreve sobre tudo e também sobre mobilidade urbana, cultura e política. Apaixonado por jornalismo literário, cafés e conversas de botequim.