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Nelto (Ao microfone; Adib e Caiado (à direita) (Foto Diário de Goiás)
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“Tchau!”. Foi assim que o deputado estadual José Nelto (MDB) concluiu o raciocínio ao saber que integrantes do partido ao qual ele é filiado podem denunciá-lo no conselho de ética. O processo pode culminar com a expulsão como aconteceu, em 2014, com Júnior Friboi. Os prefeitos e filiados dissidentes (Que anunciaram apoio a Ronaldo Caiado para governador na terça, 20) farão uma desfiliação voluntária, portanto, sem a necessidade do processo.

Em entrevista ao Diário de Goiás, Nelto afirmou que “tudo pode acontecer até o dia 7 (Prazo final da janela de transferência de partidos para aqueles que exercem mandatos).

"Uma atitude digna", avaliou Maguito Vilela ao saber da intenção dos dissidentes. A agenda está em preparação para os próximos dias. 

A gota d’água que provocou a decisão dos prefeitos Ernesto Roller (Formosa), Adib Elias (Catalão), Paulo do Vale (Rio Verde), Renato de Castro (Goianésia), e do próprio deputado, foi, segundo ele, um telefonema de Maguito Vilela (MDB) para o ex-prefeito de Inhumas, José Essado.

Vilela, na versão do deputado, teria dito que se o candidato do MDB (Daniel Vilela) chegasse ao segundo turno teria o apoio de Marconi Perillo (PSDB). “Se o Daniel for para o segundo turno, o Marconi vem conosco”, disse o deputado ao citar que esta teria sido a fala de Maguito para Essado.

Questionado sobre a veracidade da ligação, Nelto disparou: “O Essado não mente”.

Negociações

Nelto contesta a entrevista de Maguito ao Diário de Goiás quando ele afirmou que “não conhecia traição por antecipação”. Para o deputado, foram diversas tentativas de negociação do grupo de prefeitos dissidentes e do deputado.

Ele cita que foi feita uma reunião em que o grupo informou que, se Maguito fosse o candidato, eles apoiariam, em 2017. Detalhou também que foi proposta a realização de pesquisas qualitativas e quantitativas para decidir sobre a escolha do candidato da oposição a governador (Entre Caiado e Daniel). Como critério foi defendida, também, a “capacidade de aglutinação”.

O posicionamento dos dissidentes ganhou força desde quando Maguito manifestou que a oposição poderia ter dois candidatos. “Cortou o diálogo conosco”, disse Nelto, após esta manifestação.

Nelto reclama que o MDB não tem chapa de candidatos para disputar as vagas para deputado estadual e federal. “Só eu e Dona Iris (Araújo) vamos disputar para federal”, diss ele, ao considerar que é pouco para um partido do tamanho do MDB.

“A campanha (de Daniel Vilela) não vai sofrer abalo nenhum”, avaliou Vilela, ao ser questionado sobre o andamento da ações do filho para governador de Goiás. “A saída deles vai facilitar as alianças com outros partido”, disse ele sem revelar quais seriam as possível negociações por entender que é adequado manter sigilo.

Maguito apontou que nem ele, nem Daniel Vilela, vão tomar qualquer atitude em relação aos prefeitos do MDB que decidiram apoiar o senador Caiado, do DEM. No entanto, afirmou que não pretende impedir que outros filiados, aliados, levem o assunto para o Conselho de Ética do MDB.

“A atitude digna é desfiliar e filiar no partido que eles estão apoiando”, disse Maguito. Mais duro em outro momento da entrevista, em tom de voz firme, disparou: “Eu nunca ví ninguém trair por antecipação” (Referindo-se aos prefeitos)

Maguito cita “traições” que aconteceram após o período eleitoral como as mais conhecidas, por ele e por Iris Rezende, mas por antecipação é a primeira vez.

Afirma que eles precisam respeitar o direito do MDB se reorganizar nos municípios dos prefeitos que anunciaram o apoio a Ronaldo Caiado. Diz que filiados do Estado inteiro fizeram contato e podem acionar o Conselho de Ética do partido para analisar a situaçao dos prefeitos que anunciaram apoio ao presidente do DEM.

Maguito diz que espera que os diretórios que não estão com a posição do partido, pela candidatura de Daniel Vilela, os integrantes tem que entregar os cargos.

No evento hoje, Ernesto Roller, prefeito de Formosa, informou que integrantes do MDB foram abordados por Maguito Vilela que estaria divulgando um acordo com Marconi Perillo para receber apoio no segundo turno.

“Isso é desculpa de traidor”, disse o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, ao comentar o fato ao Diário de Goiás. Ele reforça que, enquanto foi administrador, manteve relacionamento republicano com governo de Goiás e que em nenhum momento pediu voto para qualquer integrante da base marconista. Nem o contrário aconteceu.

“Quem entende bem de Palácio é o Ronaldo (Caiado), ele ficou lá 16 anos. O Roller, também”, disparou Maguito.

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