25 de maio de 2022
Diário de Goiás

BLOG DO BORDONI: pane seca derrubou helicóptero da polícia

O Blog do jornalista Luiz Carlos Bordoni informou novos detalhes sobre a queda do helicóptero da polícia civil de Goiás que vitimou 5 pessoas.

CONFIRMA:

Tal qual o pássaro, a Fênix sai das cinzas para enfiar goela abaixo dos seus acusadores o laudo conclusivo do acidente com um helicóptero da Polícia Civil em Goiás, resultando na morte de oito pessoas.
 
De acordo com informações da empresa, o resultado final das investigações feitas pelo CENIPA –  Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos – registra que o acidente com o Koala PP-CGO foi provocado por pane seca, ou seja, falta de combustível na aeronave. 

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Com tal resultado, os acusadores da Fênix estão com um enorme caroço de abacate entalado. Ainda que a empresa estivesse com o seu credenciamento suspenso, a verdade é que o aparelho foi retirado da oficina sem ter sido revisado, e isso foi informado ao delegado Carrasco. Isso está comprovado no livro de registros de serviços da oficina.
 
De acordo com um dos donos da Fênix, o aparelho deu entrada no galpão para a revisão periódica, mas os serviços não foram executados devido à não expedição da autorização por parte da Secretaria de Segurança Pública. Se com o “faça-se” já é difícil receber de órgãos públicos, imaginemos sem o tal do autorizo. Mesmo alertado sobre a situação, o delegado teria decidido retirar o helicóptero do hangar.
 
Esta informação foi divulgada pela TV Record de Goiânia. Um dos diretores da oficina confidenciava o detalhe, em off, com a repórter, sem saber que ela o estava gravando. A repercussão foi negativa nos meios policiais, com o empresário sendo alvo de agressões verbais e intimidação.  
 
Idoneidade empresarial
 
O que chamou a atenção do pessoal da Fênix foi o fato de a ANAC suspender o credenciamento da oficina justamente na época do processo seletivo promovido pela Infraero, para a expedição de licença de funcionamento de tais estabelecimentos dentro dos limites aeroportuários e a escolha delas para ser uma espécie de nº 1. A Fênix, ao contrário do que alegaram os fiscais da ANAC, dispõe de melhores quadros de mão-de-obra do que as concorrentes e isso teria causado incômodo a uma delas, que goza de grande prestígio junto às autoridades da área.
 
Essa briga já anda na Justiça e, ao que parece, outra terá início agora. Estampada nacionalmente como “oficininha de ponta de rua”, que fez revisão sem mecânicos qualificados, sem trocar peças, sem ferramentas adequadas, com certeza, ela irá buscar reparação judicial pelo que disseram dela as nossas autoridades. A Fênix vai à Lex com razão. E, para não variar, nós pagaremos a conta. Que o Estado entre com regressiva contra os autores das difamações e se ressarça do dano.  
 
Pane seca. Queda por falta de combustível. Eis o epílogo inesperado para a triste história da queda do Koala PP-CGO, em que oito vidas se perderam.
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