19 de junho de 2024
TRAGÉDIA AÉREA

Avião pilotado por empresário cai em praça e mata 5 após explosão, em São Paulo

Aeronave era pilotada pelo dono, o empresário Tiago da Ótica, de Monte Alto (SP); tudo indica que passageiros eram amigos que davam passeio no avião
Cenipa já investiga acidente que deixou 5 mortos no interior paulista Foto: Reprodução / Redes sociais
Cenipa já investiga acidente que deixou 5 mortos no interior paulista Foto: Reprodução / Redes sociais

Um avião pilotado pelo empresário de Monte Alto (SP), Delcides Menezes Tiago, de 65 anos, caiu e explodiu em uma praça de Jaboticabal, no interior de São Paulo na manhã deste sábado (23). As cinco pessoas que estavam no avião, sendo quatro adultos e uma criança, morreram no acidente.

Conhecido como “Tiago da Ótica” (foto abaixo), ele era dono do monomotor que caiu e teria buscado amigos para um passeio. A Associação Comercial de Monte Alto, que foi presidida pelo empresário, divulgou nota de luto, destacou o portal Metrópoles.

Explosão na praça

O avião caiu na Praça das Jaboticabeiras, no bairro Jardim Universitário, por volta das 9h. Na queda, o monomotor explodiu. Moradores próximos da região que presenciavam a cena entraram em desespero.

Não há informações detalhadas ainda sobre como ocorreram todas as mortes. Já se sabe que uma das pessoas a bordo chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

Excesso de passageiros

Todos os mortos estavam na aeronave que tinha capacidade para 1 tripulante e somente 3 passageiros. O excesso de passageiros vai ser investigado.

As outras vítimas ainda não foram identificadas, assim como as causas da queda não foram esclarecidas. Chovia na hora do acidente.

Segundo o jornal Hoje da Rede Globo, o avião fazia um voo entre Fernandópolis e Monte Alto, ambas na região interiorana de SP. O piloto não conseguiu pousar em Monte Alto e seguiu para Jaboticabal onde a aeronave caiu.

Avião experimental

O avião do empresário era um monomotor experimental RV-10, prefixo PT-ZVL, fabricado em 2012.  Ele tinha situação regular na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e não está autorizado a serviço de táxi-aéreo.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e deu início à investigação, com coleta de dados e verificação de danos causados à aeronave, ou pela aeronave.

Em nota, o Cenipa destacou que seu objetivo “é investigar as ocorrências aeronáuticas, de modo a prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram. A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes”.


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.