12 de julho de 2026
PRECIPITAÇÃO PERIGOSA

Áudio sobre suposto sequestro infantil em Goiânia expõe risco de pânico nas redes

Caso no Parque Flamboyant era mal-entendido; autoridades alertam para fake news e consequências graves
Caso foi desvendado, mas gerou situação perigosa, alertou vice-governador - Foto: reprodução redes sociais Daniel Vilela
Caso foi desvendado, mas gerou situação perigosa, alertou vice-governador - Foto: reprodução redes sociais Daniel Vilela

Os áudios de conversas de moradores da região próxima do Parque Flamboyant com boatos sobre uma pessoa suspeita de tentativa de sequestro infantil viralizaram e geraram um mal-entendido perigoso. Autoridades da Segurança Pública e até o vice-governador, Daniel Vilela (MDB), vieram a público esclarecer a confusão e alertar para o perigo de informações precipitadas gerarem pânico e injustiça.

O caso começou com um pai desconfiado de uma mulher que fez algumas perguntas quando ele estava acompanhado de uma criança. O homem gravou um áudio de alerta levantando suspeitas sobre a mulher e em pouco tempo a história tomou um tamanho grande e arriscado. Imagens dela, inclusive, circularam e em comentários, as pessoas dão como “notícia”, ou seja, verdade, o que era apenas uma suspeita e um boato.

Em uma publicação nas redes sociais, Vilela alerta: “Atenção, o cuidado protege, já o pânico deixa tudo confuso”.

Como a região onde houve a confusão possui um grande número de circuitos de segurança, não foi difícil para que a Polícia Militar identificasse o veículo onde a pessoa tratada como suspeita estava. Na checagem, foi constatado que a placa era do Distrito Federal, onde a PM confirmou que o proprietário é um subprocurador aposentado.

Segundo Vilela, a investigação apontou que o casal estava de passagem por Goiânia, a caminho de Caldas Novas. A confusão foi gerada pela desconfiança do pai, apenas porque a mulher pediu uma informação.

“Não houve nenhuma tentativa de sequestro, houve um mal-entendido. Ela só pediu uma informação sobre uma loja na região, sem abordagem suspeita, sem qualquer contato com a criança”, relatou o vice-governador.

Ele ainda observou que, na dúvida, o pai agiu corretamente, protegendo a criança, mas a informação não procedia. “Quando uma suspeita vira acusação sem confirmação, o medo se espalha e a injustiça pode vir junto”, acrescentou. Nesse ponto, ele relembra na postagem o caso de uma mulher linchada até a morte há alguns anos após viralizar uma informação mentirosa que levou à identificação dela como suspeita de um abuso infantil.


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