10 de agosto de 2022
Esporte • atualizado em 04/08/2022 às 16:55

Atleta com centenas de medalhas precisa de ajuda para continuar competindo no Karatê

Adriele Menezes sonha com patrocínio para continuar representando a Bahia
Foto Adobe Stock | Educa Mais Brasil
Foto Adobe Stock | Educa Mais Brasil

Os benefícios que a prática do esporte traz para a vida são surpreendentes. Além de melhorar o condicionamento físico, reduz o estresse, estimula as atividades cognitivas, melhora a sociabilidade, o humor e a confiança, por exemplo. Quem leva o treino a sério precisa ser disciplinado, característica que a operadora de telemarketing Adriele Menezes, 26 anos, tem de sobra.

De dia, Adriele atende pessoas interessadas em investir em educação com apoio de bolsas de estudo. No tempo livre, se aprimora no Karatê. Tal dedicação rendeu, somente no último fim de semana, em Salvador, medalhas de ouro, prata e bronze, durante o Campeonato Baiano de Karatê-Dô da Bahia. Nessa oportunidade, integrou a seleção do clube Heika, contemplada com medalhas da equipe de Kata. Mas, na vida, a atleta já reúne mais de 150 prêmios, entre medalhas e troféus.

Atleta Adriele Menezes coleciona centenas de prêmios no Karatê. Foto acervo pessoal

“O esporte é o que faz a diferença na minha vida porque é onde consigo me sentir bem, distrair a minha mente, me livrar dos problemas. O Karatê é surpreendente! Na verdade, não tenho palavras para dizer o que o Karatê representa na minha vida porque é só alegria”, conta a jovem, orgulhosa por suas conquistas.

Continua após a publicidade

A adolescência de Adriele foi permeada por atividades esportivas, tendo participado de competições no handebal e muay thai. O seu primeiro contato com o esporte foi aos 11 anos, quando sonhava em aprender judô. Por acaso ou força do destino, se matriculou na modalidade errada e conheceu o que viria a ser, mais tarde, motivo de sua superação. “Entrei no Karatê achando que era judô. Eu era pequena, não sabia diferenciar, minha mãe falou que eu ia fazer o esporte no colégio onde eu estudava. Com o tempo, entendi que eu não estava praticando judô e, sim, Karatê. A partir do momento que me identifiquei com o Karatê, decidi que seria o esporte para toda minha vida”, relata.

A luta nos bastidores

Vencer um adversário, de forma saudável e esportiva, Adriele tira de letra. No entanto, o desafio para continuar colhendo frutos da sua dedicação no Karatê esbarra na falta de patrocínio. “Os atletas que não têm patrocínio encontram grandes dificuldades para viajar, se deslocar para outras cidades. O desafio da falta de apoio, hoje, não está só no Karatê, mas em todos os esportes. Se eu tivesse patrocínio estaria viajando mais para fazer cursos de aperfeiçoamento para minha faixa preta e adquirir conhecimento, além de que teria oportunidade de ir para outros locais conhecer novos atletas”, reforça.

Continua após a publicidade

Filha única por parte de mãe, ela e a família tiram os recursos do próprio orçamento para realizar o sonho de participar das competições. O esforço tem sido recompensado com a volta para casa vitoriosa. De origem modesta, Adriele aprendeu a driblar os empecilhos financeiros. Na sua trajetória, não tem vergonha de contar que já recorreu a ajuda de muitas pessoas para conseguir até mesmo dinheiro para o transporte. “Já cheguei a pedir ajuda a outras pessoas para me deslocar. Não é fácil, mas minha mãe me apoia muito, apesar de não ter patrocínio sei que posso contar com o incentivo e esforço da minha família e dos meus amigos. Quando preciso viajar, recebo mensagens de ânimo, força e sucesso. Isso que me dá mais garra para lutar contra meus adversários e trazer as medalhas”, conta a atleta.

Apesar das dificuldades, Adriele faz planos para o futuro no esporte que a acolheu. “Quero continuar competindo no Karatê, representando minha academia Heika e meu estado. Meu objetivo é levar a bandeira do meu estado para fora, mostrando que na Bahia o Karatê também é de garra. Desejo chegar com minha faixa preta aos atletas mirins, para que eles possam me ter como exemplo e possam levar consigo a consciência de que um atleta faz a diferença na sociedade”, almeja a jovem, que faz questão de agradecer o apoio que tem recebido: “quero agradecer ao apoio que venho recebendo na empresa onde trabalho, o Educa Mais Brasil. Agradeço também a Deus, minha mãe, que é minha maior incentivadora, e minha sensei Martinna Reis, que me incentivou a participar desse campeonato e me mostrou a atleta que sou. Fico imensamente grata e acredito que o esporte também é o futuro para essa nova geração”.

Leia mais sobre:
Educação Esportes