13 de junho de 2024
Goiânia

Associação Empresarial da 44 denuncia violência e afirma que local está negligenciado pela prefeitura

Segundo a associação, o importante polo confeccionista na capital está abandonado e há mais de um ano está sem qualquer fiscalização urbana
A Polícia Militar já está de posse das imagens para realizar a identificação dos agressores. (Foto: Reprodução/AER44).
A Polícia Militar já está de posse das imagens para realizar a identificação dos agressores. (Foto: Reprodução/AER44).

Na manhã deste sábado (25), a Associação Empresarial da Região da Rua 44 (AER44) emitiu uma nota de repúdio ao prefeito de Goiânia, Rogério Cruz. O pronunciamento ocorreu após o registro de ambulantes, que numa atitude de demarcação de território, intimidaram violentamente um motorista que conduzia uma caminhonete pela Av. Contorno. Segundo a associação, o importante polo confeccionista na capital está abandonado e há mais de um ano está sem qualquer fiscalização urbana.

Segundo a associação, a Polícia Militar já está de posse das imagens para realizar a identificação dos agressores. “As imagens, que registraram o veículo depredado por um grupo de ambulantes, são um claro sintoma de como a Região da 44 virou uma terra sem lei, no que diz respeito à fiscalização urbana”, afirmou o presidente da AER44, Lauro Naves, por meio da nota de repúdio.

Infelizmente, as calçadas e ruas do polo confeccionista em Goiânia já não pertencem mais aos pedestres e não servem para a circulação segura dos veículos, estão criminosamente sendo ocupadas por invasores que se intitulam de “trabalhadores”.

Presidente da AER44, Lauro Naves

Em nota, a prefeitura informa que “situações de violência, em qualquer circunstância, são lamentáveis e devem ser tratadas pela segurança pública. A Guarda Civil Metropolitana possui base operacional e presença ostensiva no local”. Além disso, a gestão municipal destacou que o prefeito Rogério tem atuação constante na região e em março deste ano assinou convênio de R$ 10 milhões garantindo investimento no comércio local. (Confira nota na íntegra no final da reportagem).

Crise na região da 44

Segundo Lauro Naves, o cenário de abandono tem levado lojistas, micro e pequenos empresários e milhares de turistas de compras a fugirem da Região da 44. “Não bastasse a concorrência desleal para com os lojistas, que diferente dos ambulantes, são obrigados pagar impostos, aluguel, água e luz, para receber da melhor forma os turistas de compras, estes são frequentemente intimidados pelos camelôs invasores”.

Confira a nota da Associação Empresarial da Região da Rua 44 na íntegra:

“É com imensa indignação que a diretoria da Associação Empresarial da Região da Rua 44 (AER44), na pessoa de seu presidente, Lauro Naves, manifesta seu repúdio à postura de total abandono por parte do atual prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, em relação a este importante polo confeccionista na capital, que há mais de um ano está sem qualquer fiscalização urbana.

A negligência da prefeitura de Goiânia, ao não cumprir seu papel constitucional de fazer valer as leis municipais que tratam sobre a segura e justa ocupação do solo nas calçadas, ruas, avenidas e demais logradouros públicos da cidade, geram cenas como as registrada na manhã deste sábado (25/05), em vídeo encaminhado com esta nota: ambulantes, numa atitude de demarcação de território, atacam indiscriminadamente um motorista que conduzia uma caminhonete pela Av. Contorno. A Polícia Militar já está de posse das imagens para realizar a identificação dos agressores.

As imagens, que registraram o veículo sendo depredado por um grupo de ambulantes, são um claro sintoma de como a Região da 44 virou uma terra sem lei, no que diz respeito à fiscalização urbana. Infelizmente, as calçadas e ruas do polo confeccionista em Goiânia já não pertencem mais aos pedestres e não servem para a circulação segura dos veículos, estão criminosamente sendo ocupadas por invasores que se intitulam de “trabalhadores”.

Esse cenário de total abandono, por parte do prefeito Rogério Cruz, tem levado lojistas, micro e pequenos empresários e milhares de turistas de compras a fugirem da Região da 44, porque não sentem a segurança necessária para a realização de seus negócios. Não bastasse a concorrência desleal para com os lojistas, que diferente dos ambulantes, são obrigados pagar impostos, aluguel, água e luz, para receber da melhor forma os turistas de compras, estes são frequentemente intimidados pelos camelôs invasores, que obstruem a entradas de lojas, shoppings e galerias.

Vemos, infelizmente, a região que mais gera empregos em Goiás, que movimenta cerca de 14 bilhões de reais e gera 170 mil empregos diretos, sendo deteriorada aos poucos pela total e completa incompetência e negligências do poder público municipal.”

Confira a nota da Prefeitura de Goiânia na íntegra:

Situações de violência, em qualquer circunstância, são lamentáveis e devem ser tratadas pela segurança pública. A Guarda Civil Metropolitana possui base operacional e presença ostensiva no local.

A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) informa que realiza ações de fiscalização em toda a capital com o objetivo de coibir o comércio irregular (informal) de mercadorias e produtos e a ocupação do passeio público.

No que diz respeito ao comércio da 44, cabe ressaltar que a gestão do prefeito Rogério tem atuação constante na região e em março deste ano assinou convênio de R$ 10 milhões garantindo investimento no comércio local.

Antes disso, diante do testemunho da AER44, concluiu obras deixadas por gestões anteriores, como a Praça do Trabalhador, o Viaduto da Moda e trecho da Avenida Leste-Oeste, ampliou vagas de Área Azul, alterou sentidos de vias e outras intervenções na mobilidade da região que contaram com elogios da AER44 e comerciantes, à época.

A Prefeitura de Goiânia mantém o firme compromisso de atuar com planejamento e responsabilidade para resolver problemas históricos na região tendo como base o interesse coletivo dos cidadãos e da cidade.”


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019