17 de agosto de 2022
Proposta Rejeitada • atualizado em 04/04/2022 às 12:22

Assembleia da Educação encerra sem acordos e greve continua na rede municipal de Goiânia

Nova proposta apresentada pela Prefeitura, com percentual de reajuste em 10,16% para professores de nível 2, foi novamente rejeitada pela categoria
Assembleia realizada pelo Sintego na manhã desta segunda-feira (4) rejeita proposta do Paço Municipal e mantém greve na Educação de Goiânia. Foto: Reprodução/Sintego
Assembleia realizada pelo Sintego na manhã desta segunda-feira (4) rejeita proposta do Paço Municipal e mantém greve na Educação de Goiânia. Foto: Reprodução/Sintego

Com 21 dias de greve deflagrada na rede municipal de Educação de Goiânia, os profissionais da categoria decidiram, após assembleia realizada nesta segunda-feira (4) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), manter a paralisação até que as reivindicações sejam integralmente atendidas pela Prefeitura. Após dias de protestos, cálculos e discussões, uma nova proposta foi apresentada pelo Executivo Municipal e novamente recusada pelos servidores.

Isso porque, houve, de acordo com a presidente do Sintego, Bia de Lima, pequenos avanços com relação à proposta anterior. Para os servidores administrativos, a sugestão é para que o pagamento da data base no percentual 9,32% referente aos anos de 2020 e 2021 seja realizado no salário do mês de abril, e de 2022, em 10,16%, no mês de maio, além da inclusão de auxílio locomoção no valor de R$250,00. O plano de carreira seria discutido no segundo semestre do ano.

Com relação ao reajuste, foi apresentado o percentual de 33,24% apenas aos professores de nível 1 e 10,16% para professores nível 2, a partir do presente mês, além de 50% para auxílio locomoção. A proposta foi novamente recusada pela categoria. “Lutamos bravamente para garantir um percentual maior e não conseguimos. O apresentado aqui é muito aquém do que batalhamos”, lamentou Bia de Lima, à frente da assembleia, com a ressalva de que houve tentativa em vão, também, para que a proposta fosse retroativa ao mês de janeiro.

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Resposta

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou ainda não ter sido notificada oficialmente pelo Sintego a respeito da rejeição da proposta apresentada pela gestão municipal na última sexta-feira (01), que inclui o reajuste de 10,16% sobre os vencimentos dos professores, que, de acordo com a pasta, já recebem acima do valor do piso nacional.

“O percentual proposto levou em consideração a capacidade orçamentária e o limite prudencial da folha de pagamento do município e é exatamente igual ao reajuste apresentado pelo Governo de Goiás à categoria, que foi aceito pelo próprio Sintego”, frisa a nota. “A SME Goiânia pontua, ainda, que a gestão municipal cumprirá integralmente o piso atualizado em 2022 pelo Governo Federal. Portanto, nenhum professor do município receberá abaixo do piso nacional estipulado, que será de R$3.846,66 para 40 h semanais de trabalho”, salienta.

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Reivindicações

Reprodução/Sintego

Os servidores da Educação de Goiânia lutam, desde o início do mês de março, pelo pagamento retroativo da data-base, o reajuste do piso salarial, definido pelo governo federal em 33,24%, além do plano de carreira dos administrativos, dentre outros benefícios, como auxílio transporte, concurso público, gratificação dos diretores e quinquênio.

O Paço Municipal propôs, porém, no início, o percentual de 7,5% para reajuste no piso e 9,3% para os administrativos, que referem-se ao período de 2020-2022. Depois de uma reunião no último dia 9, a proposta aumentou para 9,3% no reajuste do piso, mantendo-se o valor também para os administrativos. A categoria, também, rejeitou.