12 de junho de 2024
Leilão concluído • atualizado em 06/06/2024 às 17:30

Arroz importado pelo Governo será vendido a R$ 4,00 o quilo, promete Conab

A Conab anunciou a compra de 263 mil toneladas de arroz beneficiado importado, com 87% do leilão arrematado
A Conab anunciou que o arroz importado chegará nos mercados brasileiros no prazo de 45 a 60 dias. Foto: Reprodução
A Conab anunciou que o arroz importado chegará nos mercados brasileiros no prazo de 45 a 60 dias. Foto: Reprodução

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, nesta quarta-feira (6), a compra de 263 mil toneladas de arroz beneficiado importado. De acordo com o presidente da Conab, Edegar Pretto, o leilão foi considerado um sucesso, tendo a compra de 87,7% das 300 mil toneladas estipuladas no edital para esta primeira etapa, já concluída. A Companhia garante que o arroz importado chegará aos mercados brasileiros custando, no máximo, R$ 4,00 o quilo, no prazo de 45 a 60 dias.

Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta (6), Edgar pontuou que a medida foi necessária devido a especulação dos preços, após as enchentes que afetaram a produção no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% do arroz produzido no país. O resultado foi aumento do preço do produto em algumas localidades, como no Distrito Federal, que teve altas de 100%, de acordo com o Procon. Em Goiânia, conforme levantamento do Procon Goiás, o pacote de 5 kg de arroz de uma mesma marca foi encontrado com variação de preço de até 27%.

Segundo ressaltado pelo diretor da Conab, Sílvio Porto, o leilão visa garantir o abastecimento com preços justos ao consumidor. “O objetivo deste leilão foi exatamente regular o abastecimento e fazer com que nós tenhamos uma queda de preços internos, seja em nível de produtores e sobretudo na gôndola dos supermercados”, destacou.

Leilão bem sucedido

Dos 300 milhões de toneladas de arroz estimados para esse edital, 36 mil ainda não foram adquiridos. O total liberado não foi vendido pela falta de procura e participação dos lotes. No entanto, a Conab considerou o leilão bem sucedido e informou que já está em tramitação um novo edital para a venda da quantidade restante. “Nesta tarde, nós estamos assinando o edital para publicar mais um leilão desses 36 mil toneladas que ficaram restando das 300 (mil toneladas) que nós temos autorização para fazer”, explicou Edegar.

Conforme o presidente da Conab, ainda não há uma data para um novo leilão, que poderá ser feito de acordo com a necessidade do mercado interno. “Nós não faremos mais compra, mas enquanto houver necessidade de baratear o preço para os consumidores, nós vamos estar realizando os leilões. Avaliamos que foi um sucesso esse primeiro leilão e vamos ficar, agora, observando o comportamento do mercado”, pontuou Pretto.

Valor fixado

O arroz importado terá embalagem própria com a marca da Conab, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Haverá também uma fiscalização, de modo que o produto seja vendido a um preço limite estipulado pelo governo de, no máximo, R$ 4,00 o quilo. “Estará estabelecido na embalagem que este produto não pode ser vendido acima do que está nesta embalagem, no caso, R$ 20,00 um pacote de 5 kg”, garantiu o presidente da Conab.

O diretor da Conab, Thiago dos Santos, reiterou que todos os tipos de comércio do país poderão solicitar a venda do produto importado. “A Conab tem a missão de fazer chegar em todas as prateleiras de mercados, pequenos varejos e atacarejos do Brasil que tiverem interesse de comercializar o arroz”, pontuou.

No entanto, haverá uma limitação de venda, dependendo o porte da empresa solicitante. “Em torno de 5 mil quilos por mês para pequenos varejos e média de 30 mil quilos para grandes atacarejos, grandes redes de supermercados que têm interesse em comprar”, explicou Thiago. De acordo com o diretor, a venda será feita para pequenos varejos através de venda direta e para os grandes atacarejos e grandes redes de supermercados em forma de leilões.


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Luana Cardoso

Luana

Estagiou no Diário de Goiás de 2022 a 2024. Atualmente atua como repórter de cidades, política e cultura. Jornalista formada pela FIC/UFG, Bióloga graduada pelo ICB/UFG, escritora, cronista e curiosa.