A Polícia Penal de Goiás (PPGO) registrou significativa queda na apreensão de celulares em presídios, chegando a 99,5% no período de 2018 a 2025. O número de aparelhos flagrados com os presos passou, nestes sete anos, de 6.192 para apenas 28 aparelhos no ano passado. A PPGO destaca que não existem pontos de energia nas unidades prisionais geridas pela corporação. Também caíram os motins e as tentativas de entrar com coisas ilícitas nos presídios.
Foi o sétimo ano consecutivo de redução nos índices negativos nas unidades prisionais. Os dados constam no balanço do controle carcerário apresentado na segunda-feira (19), durante evento do Governo do Estado para apresentar a queda nos índices de criminalidade.
Motins caíram para 2
“Outra redução expressiva ocorreu no número de motins, com queda de 95,2% — de 43 para 2”, divulgou a PPGO. Já na apreensão de drogas, a diminuição foi de 98,7% — de 175 kg para 2,2 kg.
O diretor-geral da Polícia Penal de Goiás, Josimar Pires, ainda comemorou que a maioria dos aparelhos foram flagrados antes de serem entregues aos detentos. “No caso dos celulares, é bom ressaltar que desses 28 aparelhos apreendidos, 17 foram interceptados antes que chegassem às mãos dos presos, no momento na tentativa de entrada, seja por drones, visitantes ou arremessos. Não são apenas números frios, mas resultados que impactam e são sentidos por toda a sociedade”, analisou.
Scanners e menor tentativa de entregar ilícitos pelos visitantes
Outro índice em queda foi o de visitantes presos com ilícitos na entrada das unidades prisionais: em 2018, foram registrados 350 flagrantes; em 2025, apenas 2 — redução de 99,4%. “Parte dos celulares e das drogas apreendidos era transportada por essas pessoas. Uma redução leva a outra”, explicou Josimar Pires.
Além da segurança promovida pelos servidores da Polícia Penal, outro fator que inibiu as tentativas de entrada com ilícitos, foi a instalação de equipamentos de revista corporal (scanners corporais) em todas as 85 unidades prisionais de Goiás. A PPGO cita que o investimento do Governo de Goiás na locação dos últimos equipamentos é de R$ 22,9 milhões por um período de cinco anos.
O diretor-geral também comentou sobre os investimentos realizados pelo Governo de Goiás no sistema penitenciário. Nos últimos sete anos, foram criadas 2.490 vagas prisionais, totalizando R$ 194 milhões em investimento. Em 2026 a previsão é de entrega de mais 1 mil vagas, com aporte aproximado de R$ 90 milhões.
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