Depois de uma mudança traumática no comando em Goiás durante a pré-campanha, o Democracia Cristã (DC) formalizou, nesta semana, o lançamento das chapas proporcionais que disputarão os cargos de deputado estadual e federal. A nominata para a Câmara Federal está completa, com 18 candidatos, mas para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) são 36 postulantes, seis a menos que o limite de 42.
Em abril, após ruir a chapa que era articulada pelo DC para a Alego, a direção nacional fez uma intervenção em Goiás e destituiu Alexandre Magalhães da presidência. O médico Paulo Daher assumiu a função com a missão de formar as chapas proporcionais.
Ele, inclusive, é candidato a deputado federal e lidera uma nominata com poucos conhecidos da política estadual. A chapa de candidaturas a deputado estadual também não tem nomes com histórico robusto em Goiás.
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Apoio em aberto
A ata da convenção não confirmou apoio a nenhuma coligação majoritária. No entanto, deu poderes a Paulo Daher para definir com quem o DC estará na eleição para o governo estadual dentro do período de convenções, que termina no dia 5 de agosto.
Daher havia adiantado que deve apoiar o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). A convenção tucana, em conjunto com o Cidadania, ocorre no dia 5 de agosto.
Acordos rompidos
A debandada de 25 nomes da chapa de deputados estaduais do DC para o Mobiliza se deu pelo rompimento de acordos, segundo Simeyzon Silveira, um dos pré-candidatos que lidera o grupo. O movimento foi um dos mais impactantes dos últimos dias do prazo para filiações.
Ao DG, Silveira explicou que o grupo estava formado antes mesmo de escolher o DC. Depois é que eles buscaram o presidente da agremiação, Alexandre Magalhães, para que a legenda os abrigasse. O grupo, porém, se irritou com novas filiações que não estavam acordadas e, no último dia, migrou para o Mobiliza.
“Formamos um grupo antes de escolher o partido. Fechamos uma chapa composta por pessoas que já disputaram eleições, experientes. Houve um entendimento que esse grupo deveria ir para o DC. Conversamos com o presidente do DC, fizemos acordos para a ida do grupo. No período final da formação das chapas, esses acordos não se realizaram. Entendemos que era necessário tomar uma decisão de mudança de partido. O grupo, que já estava formado, decidiu ir para o Mobiliza”, destacou.
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