18 de abril de 2024
ENTORNO DO DF

Após tentativa de subsídio, ANTT anuncia reajuste de 8,56% nas tarifas de transporte coletivo

Estratégia de subsídio do Governo previa que a taxa seria dividida igualmente entre Goiás, Distrito Federal e ANTT
O documento entra em vigor no domingo (25). (Foto: Semob)
O documento entra em vigor no domingo (25). (Foto: Semob)

As passagens das linhas de ônibus do Entorno do Distrito Federal vão ficar mais caras, conforme deliberação publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio do Diário Oficial da União (DOU), desta sexta-feira (23). O documento entra em vigor no domingo (25) e o reajuste será de 8,56%, com os preços finais podendo variar de acordo com a linha.

“O reajuste proposto se aplica aos serviços de transporte rodoviário semiurbano interestadual de passageiros operados em regime de autorização especial que estavam sob gestão do Governo do Distrito Federal”, diz o documento.

No último ano, o valor das passagens foi reajustado duas vezes pela ANTT, sendo uma em março (12%) e outra em agosto (15%). A Agência é responsável pela gestão de mais de 400 linhas de ônibus que transportam diariamente cerca de 175 mil passageiros no Entorno do Distrito Federal.

Subsídio

No ano passado, o governador Ronaldo Caiado relatou que esperava que um acordo entre os governos de Goiás, Distrito Federal e a ANTT estivesse próximo de chegar a uma solução. A estratégia teria como objetivo aliviar o bolso dos passageiros de transporte coletivo da região do Entorno.

A ideia era que, pelo convênio, Goiás, Distrito Federal e a ANTT dividiriam o valor do subsídio. “Por várias vezes nos reunimos com o governo federal, mas até agora a ANTT não deu o aval. Com essa estratégia poderíamos nivelar a passagem de toda região do Entorno de Brasília em um preço fixo e a partir daí o cidadão teria tranquilidade em saber o quanto vai pagar”, afirmou o governador.

Segundo a ANTT, o transporte semiurbano entre o Distrito Federal e a região do Entorno não é subsidiado pelo governo. Com isso, os recursos para manutenção vêm das tarifas pagas pelos passageiros do transporte coletivo.


Leia mais sobre: / / / / / / / Cidades

Maria Paula

Jornalista formada pela PUC-GO em 2022 e MBA em Marketing pela USP.