15 de agosto de 2022
Esportes

Após reunião MPE orienta órgãos de segurança sobre proibição de torcidas organizadas

Reunidos no Ministério Público, representantes das Polícias Civil, Militar, da Guarda Municipal de Goiânia, Federação Goiana de Esportes e da Agência Goiana de Esporte e Lazer traçaram as estratégias para cumprimento da liminar que suspendeu, por prazo indeterminado, as atividades das torcidas organizadas em Goiânia.

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Coordenado pelo promotor de Justiça Goiamilton Antônio Machado, o encontro contou a presença do tenente-coronel Wesley Siqueira, subcomandante do Policiamento da Capital; Carlos Antônio Gomes, da Guarda Municipal; Leonídio dos Anjos, da FGF, e o delegado Sidney Costa, gerente de Planejamento Operacional da Polícia Civil. Estiveram também na reunião o diretor do Serra Dourada, Itamir Campos Arantes Júnior, e Isabela Maia, administradora do estádio.
A liminar
A liminar determinou a suspensão parcial das atividades das torcidas organizadas Força Jovem Goiás, Torcida Esquadrão Vilanovense e Torcida Dragões Atleticanos. Elas estão impedidas de desempenhar suas atividades, ficando expressamente proibido o uso de vestimentas, faixas, cartazes, bandeiras, instrumentos musicais ou articulação de qualquer outro meio que possa identificá-las como torcida organizadas em estádios de futebol ou em reuniões organizadas por seus membros. Proibiu-se também a combinação de adereços, cores ou artifícios que remetam à atividade da torcida organizada, sob pena de proibição de entrada no estádio em que será realizada a partida de futebol, bem como a apreensão e perda do material utilizado.

Organizadas vinculadas a clubes de outros Estados, nos dias de jogos de competição nacional, assim como o acesso de torcedor ao Estádio Serra Dourada com bandeiras, indumentárias ou instrumentos musicais que caracterize como integrante de torcida organizada, também estão proibidos temporariamente.

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A medida vale por tempo indeterminado até o julgamento final da ação proposta pelo Ministério Público, que pede a suspensão parcial das atividades das três torcidas pelo prazo de cinco anos, pedido que alcança organizadas vinculadas a clubes de outros Estados, nos dias de jogos de competição nacional, assim como o acesso de torcedor ao Serra Dourada com bandeiras, indumentárias ou instrumentos musicais que o caracterize como integrante de torcida organizada.
A reunião
Conforme determinado pelo juiz Eduardo Tavares dos Reis, as Polícias Militar e Civil, a Guarda Municipal e a Agel foram notificadas da decisão para que, dentro de suas competências administrativas, façam valer e cumprir a ordem judicial, o que motivou a reunião promovida pelo Ministério Público para eventuais esclarecimentos sobre a medida.

O subcomandante do Policiamento da Capital informou, então, que, para o cumprimento da liminar, serão reforçadas as equipes. Ele destacou a importância da medida, classificando-a como extremamente positiva. Segundo o tenente-coronel, existe uma aumento da criminalidade de cerca de 30% principalmente nas imediações do estádio, no período que antecede e depois de jogos, sem contar os atos de vandalismo dentro dos ônibus e nos terminais praticados por integrantes de torcidas organizadas. Ele adianta que serão recolhidos sistematicamente os itens elencados na decisão que remetam à identificação das organizadas, e, havendo resistência, essas pessoas serão conduzidas até algum distrito policial (DP).

O delegado Sidney Costa ressaltou que a Polícia Civil sempre atuou dentro do estádio e afirmou que vai manter uma equipe no local para coibir condutas e comportamentos que acontecerem ali e nas imediações e que representem violação à lei penal e ao Estatuto do Torcedor, lembrando que outras ocorrências serão encaminhadas para o 8° DP. O mesmo apoio às medidas foi dado pela Guarda Municipal, que tem atuado principalmente nos Parques Flamboyant e Vaca Brava.

Para o promotor de Justiça, essa decisão, embora não resolva de forma absoluta o problema de violência, contribui para a proteção ao torcedor. “Essa reunião teve como objetivo definir também um discurso único dos órgãos envolvidos com a questão”, observou.

Goiamilton esclareceu ainda que a medida não visa inibir a participação do torcedor nem que ele vista a camisa do seu time, mas busca a pacificação e evitar que marginais usando roupa de organizada cometam crimes.

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