12 de junho de 2024
Operação Transata • atualizado em 05/06/2024 às 13:11

Após operação da Polícia Civil, secretário da Seinfra pede demissão e funcionários são afastados

Também foi cumprida a suspensão de 7 contratos da Prefeitura de Goiânia celebrados com as empresas investigadas
Entre os locais de busca e apreensão está a sede da Secretaria de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de Goiânia (Seinfra). (Foto: PCGO).
Entre os locais de busca e apreensão está a sede da Secretaria de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de Goiânia (Seinfra). (Foto: PCGO).

Nesta quarta-feira (5), o secretario Denes Pereira da Secretaria de Infraestrutura Urbana da Prefeitura de Goiânia (Seinfra) pediu demissão após Operação Transatada da Polícia Civil deflagrada pela manhã. A informação foi dita pelo prefeito de Goiânia Rogério Cruz durante um breve pronunciamento, onde também confirmou o afastamento de funcionários efetivos mencionados na investigação.

“Hoje pela manhã, acompanhando todo o processo através da imprensa, chegaram as informações do ocorrido e logo imediatamente convoquei o secretário Denes para uma conversa. Conversamos muito sobre o assunto e, como era um fato ocorrido anteriormente, então foi decidido a pedido dele o afastamento para que ele mesmo pudesse acompanhar todo o processo junto às autoridades que estão investigando o assunto. Os nomes citados estarão também sendo afastados”, afirmou Cruz. 

Vale lembrar que Denes foi um dos alvos da Operação Endrominas deflagrada pela Polícia Civil em março deste ano. A operação foi realizada para apurar supostas fraudes em licitações de contratos da Prefeitura. O inquérito apontou um aumento nos valores de contratos e aditivos com as empresas investigadas.

Segundo a polícia, o aumento ocorreu após Denes assumir duas importantes pastas, a Seinfra e a Secretaria Municipal de Administração (Semad), responsável justamente pela gestão de contratos com a Prefeitura de Goiânia.

Nova operação

A operação foi deflagrada para o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão. Entre os locais de busca e apreensão está a sede da Seinfra. A polícia também realiza 8 mandados de busca e apreensão em sedes de empresas, e 10 em casas de pessoas físicas, notadamente de sócios, administradores e funcionários de empresas e de funcionários públicos municipais investigados.

Os investigados são suspeitos dos crimes de fraude em licitações e contratos, corrupção ativa, corrupção passiva, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Rogério cruz garante continuidade de obras

Também foi cumprida a determinação judicial para suspensão de 07 contratos da Prefeitura de Goiânia celebrados com as empresas investigadas, além de mandados judiciais para afastamento dos sigilos bancário e fiscal de todos os alvos da operação. Em comunicado, Rogério Cruz afirmou que o processo não dará direito de impedir qualquer serviço de iluminação que já está em andamento.

“Nós temos um processo de nova licitação de iluminação que já está em fase final de conclusão e que essas duas empresas que ganharam esse novo processo não têm relacionamento com esse processo de inquérito que está ocorrendo”, destacou.

Rogério também tranquilizou sobre obras asfálticas que estão em andamento pela Seinfra. “Muitas pessoas estão preocupadas com o asfalto, que inclusive, pela manhã, foi citado em uma emissora, não tem nada a ver com questão de asfalto. É apenas um processo de licitação no que diz respeito à iluminação pública”, pontuou, afirmando que a prefeitura está colaborando com as investigações.

Foi cumprida a determinação judicial para suspensão de 07 contratos da Prefeitura de Goiânia celebrados com as empresas investigadas. (Foto: PCGO).

A Polícia Civil informa que a operação segue em andamento e mais informações serão atualizadas.


Leia mais sobre: / / / / Cidades / Goiânia

Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019