12 de fevereiro de 2026
Esportes

Após imersão na Europa, Ronei Freitas ressalta necessidade de evolução do futebol brasileiro

Ronei Freitas com dirigentes goianos na Europa
Ronei Freitas com dirigentes goianos na Europa

O presidente da Federação Goiana de Futebol, Ronei Freitas, concedeu entrevista exclusiva ao Diário de Goiás e fez uma avaliação detalhada da imersão promovida pela Confederação Brasileira de Futebol com dirigentes do futebol brasileiro. A iniciativa reuniu clubes das Séries A e B do Brasileirão, além dos presidentes das 27 federações estaduais, em uma viagem internacional realizada entre os dias 7 e 16, com visitas à Inglaterra, Alemanha e Espanha.

Segundo Ronei Freitas, a experiência trouxe um choque de realidade, mas também uma perspectiva otimista para o futuro do futebol brasileiro. “Eu volto com o sentimento de que o nosso futebol é muito grande, tem um potencial enorme de crescimento, mas a gente precisa de mais profissionalismo e, principalmente, de mais união”, afirmou. Para o dirigente, a CBF acertou ao promover a imersão. “Foi muito inteligente fazer esse movimento para que a gente entendesse como funciona a ligação entre liga, clubes, federações e entidades que administram o futebol em outros países. Se a gente conseguir trabalhar tudo de forma integrada, com a força que o futebol brasileiro tem, em pouco tempo podemos nos tornar um dos países mais fortes do mundo”, avaliou.

O presidente da FGF também foi direto ao comparar a realidade brasileira com a europeia. “Nós estamos muito atrasados, principalmente em relação ao profissionalismo na venda de direitos, no aproveitamento dos produtos, na melhoria dos estádios e no tratamento ao torcedor. Existe uma gama enorme de situações que absorvemos aqui e que podem ser aplicadas no Brasil”, destacou. Ele ressaltou ainda a importância de temas como fair play financeiro e arbitragem, pontos recorrentes durante as palestras e visitas técnicas. “A questão do fair play financeiro foi muito mencionada, assim como modelos de gestão e uma melhoria significativa no sistema de VAR. Acredito que a CBF já deve adotar medidas imediatas, principalmente no Campeonato Brasileiro, inclusive na profissionalização da arbitragem”, completou.

Ao falar especificamente do futebol goiano, Ronei Freitas adotou um discurso realista. “Em termos estruturais, não é algo que a gente consiga aproveitar de imediato. Isso demanda tempo. Mas, do ponto de vista organizacional, dá para absorver muita coisa. Vamos começar a trabalhar projetos, principalmente na formação e na profissionalização das pessoas que comandam e trabalham diretamente com o nosso futebol”, explicou, apontando a capacitação de dirigentes como prioridade.

Hugo Bravo (Vila Nova), Adson Batista (Atlético) e Marco Antôniio (Goiás)

O dirigente também valorizou a participação ativa dos clubes goianos na imersão. Representaram o estado o Goiás, com o conselheiro Marco Antônio; o Vila Nova, com o vice-presidente de finanças Hugo Jorge Bravo; e o Atlético Goianiense, representado pelo presidente executivo Adson Batista. “Os clubes participaram ativamente, acompanharam visitas e palestras. Houve um intercâmbio muito rico entre dirigentes, algo extremamente positivo para o futebol goiano”, concluiu Ronei Freitas.

A avaliação final do presidente da FGF é de que a imersão deixa um legado importante, não apenas de conhecimento técnico, mas de mentalidade. Para ele, o desafio agora é transformar o aprendizado europeu em ações concretas que ajudem a elevar o nível de gestão, organização e competitividade do futebol brasileiro e, dentro dessa realidade, do futebol goiano.


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