28 de maio de 2024
Política

Após CPI rejeitar sua convocação, presidente da Fieg critica relator: “vai desendustrializar Goiás”

Mabel afirmou que Goiás expandiu mercado. Foto: Reprodução
Mabel afirmou que Goiás expandiu mercado. Foto: Reprodução

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, criticou veementemente o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades em concessão de incentivos fiscais no estado, Humberto Aidar (MDB).

Em vídeo divulgado após Aidar e Vinícius Cirqueira (Pros) rejeitarem o requerimento do deputado Coronel Adaílton (PP) para convocá-lo à CPI, Mabel lamentou a decisão e disse que as investigações, da maneira que estão sendo conduzidas, farão as indústrias deixarem o estado. Para ele, os parlamentares estão fazendo uma ‘política suicida’

“Acho um absurdo o Humberto Aidar dizer que não aprova por eu ter me mostrado contra a CPI. Eu não sou contra a CPI. Sou contra a avaliação que o Humberto Aidar está fazendo sobre os incentivos. Esse Humberto Aidar vai desindustrializar Goiás. A política que estamos fazendo é suicida e está espantando todos os empresários. Daqui a pouco não teremos nenhum empresário vindo para Goiás e os que estão aqui vão embora. Com essa visão que se tem de levar empresário individualmente para humilhá-lo na Assembleia e deixar de levar o presidente da Federação, que poderia falar por todos”, disse.

Ainda no vídeo, Mabel afirmou que o relator causará desemprego em massa no estado e, por isso, envergonhará seus eleitores. Embora se consterne pela rejeição da CPI à sua convocação, o presidente da Fieg garante que argumentará aos deputados sobre a importância dos incentivos fiscais.

“Seus eleitores terão vergonha do senhor depois de verem o desemprego que o senhor causará em Goiás. Sinto muito não terem me convocado. Quem perde, não sou eu. Quem perde é Goiás, de eu não poder estar aí para fazer os outros deputados compreenderem como é isso. Mas eu irei de um por um e explicarei o suicídio que está se cometendo em Goiás”, advertiu.

Resposta

Em entrevista ao repórter Marcos Cipriano, da Rádio BandNews FM, o deputado Humberto Aidar respondeu as declarações de Mabel. De acordo com o relator da CPI, o presidente da Fieg tem feito um discurso de terra arrasada para enganar a população.

“Isso que Goiás, por conta da CPI, vai ter o pior Natal da história, que as empresas vão sair daqui, é conversa fiada. Goiás continua sendo um verdadeiro paraíso fiscal. É o segundo estado que mais concede benefício fiscal. Então, vai enganar outro. Estamos com números. Contra números não há argumento”, asseverou.

Para justificar a rejeição ao requerimento que convocaria Mabel para ser ouvido no colegiado, Aidar argumentou que o presidente da Fieg não acrescentaria em nada, pois não é investigado e a CPI não precisa ouvir entidades.

“Entendemos que ele não vai colaborar em nada. Ele não é investigado. Não estamos aqui para ouvir entidades. Não vou trazê-lo aqui para fazer proselitismo, falando mal da CPI e falar o que já estamos carecas de ouvi-lo falar nos grandes jornais. Convido ele a ficar assistindo nosso trabalho. Mas ser ouvido nessa CPI ele não será”, pontuou.


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