A Prefeitura de Aparecida de Goiânia iniciou a distribuição de insulina glargina pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está estruturando um fluxo para ampliar gradualmente o acesso ao medicamento na rede municipal. A estratégia começou pelo Centro de Especialidades Municipal (CEM) e deverá avançar para as 42 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), conforme o levantamento da demanda em cada região.
A mudança acompanha a nova estratégia do Ministério da Saúde, que iniciou em julho a transição gradual da insulina NPH para a glargina no SUS. O medicamento é de ação prolongada e, na maioria dos casos, permite uma aplicação diária, além de estar associado a maior estabilidade dos níveis de glicose e menor risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante a noite.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Aparecida tem entre 30 mil e 35 mil adultos com diabetes. No Centro de Especialidades, foram identificados inicialmente entre 250 e 300 pacientes que se enquadram nos critérios definidos pelo Ministério da Saúde para a transição.
Neste primeiro momento, são contempladas pessoas de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pacientes com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A distribuição começou na última semana, com participação de endocrinologistas na identificação dos pacientes e no encaminhamento para as respectivas unidades de referência. O município recebeu inicialmente 1.200 unidades do medicamento.
Distribuição será feita conforme a demanda
Em vez de dividir o estoque igualmente entre as 42 UBSs, a Secretaria Municipal de Saúde optou por fazer a distribuição de acordo com a quantidade de pacientes que precisam do medicamento em cada território. A medida busca evitar excesso de estoque em unidades com menor procura e falta do produto onde a demanda for maior.
“Estamos organizando a rede para que o medicamento chegue ao paciente no lugar certo e no momento em que ele precisa. É uma decisão baseada em planejamento, responsabilidade e cuidado”, afirma o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães.
Segundo ele, a nova insulina também pode trazer mais comodidade aos pacientes por permitir, na maioria dos casos, uma única aplicação diária. “Essa insulina traz mais conforto e segurança para quem a usa, por permitir apenas uma aplicação diária, reduzir o risco de hipoglicemia noturna e proporcionar mais estabilidade no controle do açúcar no sangue”, acrescenta.
O superintendente de Atenção à Saúde, Gustavo Assunção, destaca que a estratégia não se limita à entrega do medicamento. “Não se trata apenas da entrega de uma insulina, mas de garantir que o paciente tenha tratamento contínuo e acompanhamento adequado”, afirma.
O mapeamento dos pacientes nas demais unidades da rede ainda está em andamento. A expectativa é que, com a identificação da demanda de cada território, a distribuição seja ampliada de forma progressiva.
Mudança ocorre de forma gradual no SUS
A insulina glargina passou a integrar a estratégia de ampliação da oferta de insulinas de ação prolongada no SUS. A implementação gradual permite que estados e municípios organizem estoques, identifiquem os pacientes e estabeleçam os fluxos de dispensação.
A estratégia nacional também prevê o fortalecimento da produção de insulina glargina no país, com o objetivo de contribuir para a segurança do abastecimento.
Importante: a substituição da insulina NPH pela glargina não deve ser feita por conta própria. A mudança precisa ocorrer de acordo com avaliação e orientação da equipe de saúde responsável pelo acompanhamento do paciente.
Serviço: neste primeiro momento, podem receber a insulina glargina pacientes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A distribuição começou pelo Centro de Especialidades Municipal e será ampliada gradualmente para as UBSs.
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