09 de outubro de 2026
SAÚDE

Aparecida amplia monitoramento contra a dengue e chega a 353 armadilhas para o Aedes aegypti

Aparecida amplia monitoramento do Aedes aegypti com 353 ovitrampas distribuídas pela cidade; estratégia já permitiu coletar mais de 290 mil ovos do mosquito desde setembro de 2025
Ovitrampas são instaladas em diferentes bairros de Aparecida para identificar áreas com maior atividade reprodutiva do Aedes aegypti. Foto: Divulgação SECOM Aparecida.
Ovitrampas são instaladas em diferentes bairros de Aparecida para identificar áreas com maior atividade reprodutiva do Aedes aegypti. Foto: Divulgação SECOM Aparecida.

A de ampliou a estrutura de vigilância contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A rede de monitoramento do município chegará a 353 ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença e acompanhar a reprodução do vetor em diferentes regiões da cidade.

A nova etapa da estratégia acrescentou 151 armadilhas às 105 que já estavam em funcionamento. Outras 97 unidades devem ser instaladas até o início de setembro, completando a expansão da rede de monitoramento.

Coordenada pela Secretaria Municipal de (SMS), por meio da Vigilância em Saúde Ambiental, a iniciativa busca produzir informações mais precisas sobre a circulação do mosquito e permitir que as equipes concentrem esforços nos locais que apresentem maior atividade do vetor.

Monitoramento chega a oito novos bairros

Nesta etapa, as ovitrampas foram instaladas nos setores Rosa dos Ventos, Jardim Miramar, Jardim Monte Serrat, Garavelo, Veiga Jardim, Vila Maria, Jardim Alto Paraíso e Independência Mansões.

Com a conclusão da expansão, os equipamentos estarão distribuídos por diferentes pontos do território de Aparecida. A distribuição permite acompanhar o comportamento do mosquito de maneira regionalizada, em vez de depender apenas de registros de casos de doenças ou de inspeções realizadas em imóveis.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde, Hérica Leguizamon, a ampliação da rede aumenta a capacidade de resposta do município:

O monitoramento nos permite trabalhar com informação mais precisa sobre o comportamento do mosquito em cada região. Com esses dados, conseguimos orientar melhor as equipes e concentrar os esforços onde existe maior necessidade.

Como funcionam as ovitrampas

As ovitrampas são recipientes preparados para atrair as fêmeas do Aedes aegypti, que procuram locais adequados para depositar seus ovos. O material coletado posteriormente é analisado pelas equipes de vigilância.

A presença e a quantidade de ovos encontradas nas armadilhas ajudam a indicar a atividade reprodutiva do mosquito em determinada área. Dessa maneira, os dados funcionam como uma ferramenta complementar às ações tradicionais de combate ao vetor.

O monitoramento não substitui a inspeção de imóveis, a eliminação de criadouros ou o trabalho dos agentes de combate às endemias. A proposta é combinar as diferentes estratégias para tornar a identificação de áreas de risco mais precisa.

Mais de 290 mil ovos coletados

A rede de armadilhas já produz um volume significativo de informações para a Vigilância em Saúde Ambiental de Aparecida. Desde setembro de 2025, mais de 290 mil ovos de Aedes aegypti foram coletados nas ovitrampas instaladas no município.

Além de indicar a presença do mosquito, o acompanhamento contínuo permite observar como a atividade do vetor se comporta ao longo do tempo. A partir desses dados, as equipes podem identificar mudanças e definir onde determinadas ações precisam ser reforçadas.

O coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental, Edson Fernandes da Silva, destaca que a tecnologia deve ser utilizada em conjunto com a participação dos moradores:

A tecnologia ajuda o município a identificar onde o mosquito está se reproduzindo, mas o combate às arboviroses depende também da participação dos moradores. A eliminação de água parada continua sendo uma das medidas mais importantes para reduzir os criadouros.

Dado orienta trabalho de campo

A principal função da expansão das ovitrampas é transformar os dados coletados em ações de e controle mais direcionadas. Quando uma determinada região apresenta maior atividade do mosquito, a informação pode ajudar a Vigilância em Saúde Ambiental a orientar a atuação das equipes.

O trabalho inclui inspeções, identificação e eliminação de possíveis criadouros, além de orientações aos moradores. A estratégia permite que o município acompanhe não apenas a ocorrência de doenças, mas também um dos fatores que contribuem para sua transmissão: a presença e reprodução do vetor.

Essa diferença é importante porque o mosquito pode estar presente mesmo antes do surgimento de novos casos. O monitoramento, portanto, funciona como uma ferramenta de vigilância preventiva, permitindo que o poder público tenha informações sobre o comportamento do Aedes e atue antecipadamente.

Combate começa dentro das casas

Apesar do reforço tecnológico, a prevenção das arboviroses depende também de medidas simples realizadas pela população. O principal objetivo é evitar que o mosquito encontre recipientes com água parada onde possa completar seu ciclo de reprodução.

A Prefeitura orienta os moradores a manterem quintais, terrenos e áreas externas limpos, eliminando recipientes que possam acumular água. Também é necessário verificar regularmente calhas, caixas-d’água, vasos de plantas, pneus, garrafas e outros objetos expostos.

Outra recomendação é permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas de vigilância. A inspeção dos imóveis é uma das ferramentas utilizadas para localizar e eliminar possíveis criadouros.

Vigilância baseada em dados

A ampliação para 353 pontos de monitoramento representa uma mudança importante na estratégia de vigilância do município ao permitir que o planejamento das ações seja cada vez mais baseado em informações coletadas diretamente em diferentes regiões de Aparecida.

Na prática, a proposta é identificar onde o mosquito está se reproduzindo, entender como sua presença varia ao longo do território e direcionar as equipes para os locais que demandam maior atenção.

Para os moradores, entretanto, a expansão da estrutura de monitoramento não elimina a necessidade dos cuidados cotidianos. A combinação entre vigilância, trabalho de campo e eliminação de criadouros é considerada fundamental para reduzir a presença do Aedes aegypti e, consequentemente, o risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya.

Como ajudar no combate ao Aedes aegypti

  • Elimine qualquer recipiente que possa acumular água;
  • Mantenha quintais e terrenos limpos;
  • Limpe regularmente calhas;
  • Mantenha caixas-d’água devidamente tampadas;
  • Evite deixar pneus, garrafas e outros objetos expostos à chuva;
  • Permita o acesso dos agentes de combate às endemias durante as visitas;
  • Ao identificar possíveis criadouros, faça a eliminação da água parada e procure a orientação dos municipais de saúde.


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