A Agência Nacional de Mineração (ANM) emitiu alertas na segunda-feira (19) para mineradoras, com foco especial em Goiás e outras dez regiões, devido à previsão de chuvas intensas e ao risco aumentado para barragens de mineração. As orientações visam a segurança operacional e a prevenção de desastres durante o período de alto volume de precipitação.
O alerta de chuvas intensas abrange o centro-norte de Goiás, além de áreas em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e outras regiões de alto risco no centro-sul do Brasil.
As áreas apontadas em Goiás abrigam importantes barragens nas cidades de Alto Horizonte, Minaçu, Barro Alto, Niquelândia, Crixás e Campinorte.
A ANM instruiu as empresas a reforçarem o monitoramento das estruturas de contenção de rejeitos, sedimentos e estéreis. Também fez recomendações técnicas tais como a verificação de sistemas de drenagem, extravasores e dispositivos de bombeamento emergencial.
Alerta de Risco
Inspeções preventivas devem ser intensificadas pelas mineradoras, especialmente durante os picos de chuva.
Esta semana, o INMET emitiu alerta laranja de chuvas intensas, aumentando o risco de alagamentos e impactos em estruturas de mineração.
Situação em Goiás
Relatórios da Agência Nacional de Águas e da ANM apontam diversas barragens em Goiás com necessidade de acompanhamento rigoroso devido a níveis críticos de segurança.
Em julho, como mostrou o Diário de Goiás, a ANA divulgou a edição 2024-2025 do Relatório de Segurança de Barragens (RSB), com um alerta mostrando que Goiás tem barragens entre as 241 classificadas como prioritárias para a gestão de riscos em todo o país.
Entretanto, nenhuma das oito barragens goianas listadas no relatório estão na região do alerta da ANM. Três delas ficam em Cristalina, duas em Campo Alegre, e as demais em Maurilândia, Santa Rita do Novo Destino e Piracanjuba). O relatório levou em conta “falhas no atendimento aos requisitos mínimos de segurança, como ausência de inspeções, documentação técnica incompleta ou má conservação”.
O relatório envolve barragens de regularização de vazão 23,7% (57), disposição de rejeitos de mineração 21,2% (51), irrigação 16,6% (40), abastecimento humano de água 12,9% (31), aquicultura 7,1% (17), entre outros como divulgado à época pelo Governo Federal.
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