16 de julho de 2026
REAÇÃO • atualizado em 25/02/2026 às 18:25

Ana Paula foi “covarde” e “traiu” legado de Iris, diz ex-presidente do MDB

Carlos Alberto Branco Júnior cita que parte do PL defende ditadura que cassou mandato e direitos políticos do pai da pretensa vice de Wilder Morais
Na foto, emedebistas históricos, como Carlos Alberto Branquinho Jr., Murilo Ulhôa, Carlos Alberto Branco Jr., Murilo Ulhôa, Coronel Godinho, Andrey Azeredo, Agenor Mariano e Wolney Siqueira, em almoço nesta terça-feira.
Na foto, emedebistas históricos, como Carlos Alberto Branquinho Jr., Murilo Ulhôa, Carlos Alberto Branco Jr., Murilo Ulhôa, Coronel Godinho, Andrey Azeredo, Agenor Mariano e Wolney Siqueira, em almoço nesta terça-feira.

A decisão de Ana Paula Rezende de deixar o MDB para se filiar ao PL e aceitar a vice de Wilder Morais num projeto contra o partido no qual o pai, Iris Rezende, construiu seu legado ainda gera fortes reações entre emedebistas históricos. Um deles é Carlos Alberto Branco Júnior, membro do diretório estadual e ex-presidente do partido.

Ao DG, ele fez críticas severas ao movimento de Ana Paula, ao qual classificou como “covarde”. Branco reclamou ainda da falta de diálogo da filha de Iris, que era vice-presidente da legenda, com os demais quadros do partido.

“A saída da Ana Paula foi covarde perante aos emedebistas raiz, que lutaram por mais de 20 anos na oposição. (O MDB) Foi trazido a um projeto pelas mãos do pai dela. E que nós vimos que foi o melhor e agradecemos ao Iris por ter nos conduzido nesse processo. Sem nenhuma conversa ou diálogo com o partido, ela tomou uma posição no meu entendimento covarde com todos aqueles que construíram o partido e mantiveram o partido de pé por tantos anos”, disse.

Branco ressalta ainda que o partido é uma construção coletiva, apesar do peso de figuras históricas como Iris Rezende e Maguito Vilela. Para ele, Ana Paula Rezende “não tem expressão política, mas carrega um sobrenome no patamar do de Pedro Ludovico”.

“Ela não pensou em nenhum emedebista. Pensou no que ela acha e no projeto que quer para ela. Não é assim política. Iris e Maguito nunca fizeram isso. Faltou ouvir as bases do MDB”, avalia.

Segundo o emedebista, o movimento reforçou a união dentro do partido. Nesta terça-feira (24), parte da cúpula da legenda se reuniu em Goiânia, com figuras como Murilo Ulhôa, Coronel Godinho, Andrey Azeredo, Agenor Mariano e Wolney Siqueira.

“Nós somos um partido que ficou unido através de muitos anos de oposição, de muitas derrotas. Não é porque agora uma pessoa está dando um chilique pessoal que o emedebista vai largar suas raízes. O MDB tem história em Goiás, não nasceu ontem. Teve os líderes Iris Rezende e Maguito Vilela, mas não só. Cada emedebista se sentiu traído. O sentimento hoje no MDB é de traição de onde menos se esperava. A história do MDB é de luta e grandes combates populares”, frisa.

Segundo Branco, “mais de 95%” dos diretórios e comissões provisórias do MDB no estado estarão juntos no projeto de Daniel Vilela e “não adianta ir atrás”. O emedebista julga ainda que Ana Paula mancha o legado do pai ao se aliar ao PL.

“Ela se uniu a quem tirou o pai dela do poder, quem deu um golpe militar no pai dela. Ela se uniu à extrema-direita. São as pessoas que lá na década de 60 cassaram Iris Rezende. São pessoas a favor da ditadura, coisa que o Iris nunca admitiu e sempre lutou contra”, destaca.


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