14 de junho de 2024
ELEIÇÕES 2024

Alexandre Braga diz que teve aval do Ministério da Saúde para hospital público em Senador Canedo

Ele esteve no Rio de Janeiro e conheceu hospital modular, solicitando no ministério uma unidade igual; visita foi acompanhada do deputado José Nelto; prefeitura não quis comentar
Intenção é construir hospital para reforçar UPA e pronto socorros da cidade - Foto: arquivo redes sociais Prefeitura de Senador Canedo
Intenção é construir hospital para reforçar UPA e pronto socorros da cidade - Foto: arquivo redes sociais Prefeitura de Senador Canedo

O pré-candidato do Agir à Prefeitura de Senador Canedo, Alexandre Braga, divulgou nesta quinta-feira (23) que recebeu um aval do Ministério da Saúde para uma proposta de construir um hospital público na cidade. A proposta, entretanto, foi iniciativa dele, sem o conhecimento da Prefeitura.

Segundo divulgou, a ideia é realizar a obra em tempo recorde para atender os canedenses, que ainda não contam com uma unidade de atendimento no município. Braga contou que esteve no Ministério, em Brasília, onde participou de reunião acompanhado do deputado federal José Nelto (PP), que também apoia o projeto.

 “Esse é um projeto que está sendo adotado no Brasil e que vai resultar na construção do hospital do Senador Canedo em tempo recorde. Nossa cidade já tem 180 mil habitantes e, até hoje, nós não construímos um hospital. Isso faz falta à população da nossa cidade”,  enfatizou Braga.

Hospital modular

Segundo divulgado pelo pré-candidato, o deputado José Nelto detalhou que se trata de um hospital modular. “Ele sendo contratado por licitação pública ou dispensa de licitação, porque lá não tem hospital, a prefeitura poderá construir um hospital num prazo de 60 a 120 dias, credenciado pela rede de SUS”, explicou Nelto na visita, ainda de acordo com o pré-candidato.

“Depois, o que nós queremos é os equipamentos hospitalares, e uma visita da nossa ministra Nísia, para conhecer o futuro hospital de Senador Canedo”, teria acrescentado o deputado federal.

Segundo Alexandre Braga, a avaliação positiva partiu de Leonardo de Castro, técnico do Ministério da Saúde. “É uma boa demanda.  É um município grande, que merece um atendimento especial de saúde. E a gente vai analisar aqui, com mais rapidez possível para a gente verificar. É um projeto modular que a gente adora fazer mesmo. Vamos para a frente”, teria afirmado.

Conforme Braga, o técnico garantiu que o ministério vai caminhar com a análise técnica e depois buscar uma visita da ministra Nísia.

Hospital igual a modelo implantado no RJ

Ainda de acordo com o pré-candidato, o projeto é inspirado em uma unidade de saúde do Rio de Janeiro. A unidade foi construída em 60 dias, e possui 300 leitos, 120 vagas de UTIs, em 12.800 mil metros de área construída. Ele foi até o local conhecer o projeto e depois criticou a falta ao menos de uma unidade nesses moldes em Senador Canedo.

“Chega dessa história do hospital do canedense ser uma ambulância. Chega dessa velha política que só resolve a vida dele e deixa nós que moramos em Senador Canedo sem saúde digna. Vamos mudar nossa cidade, porque quando o prefeito quer, ele faz”, finalizou Braga.

Prefeitura prefere não se manifestar

Procurada através da assessoria de Imprensa, a Prefeitura de Senador Canedo preferiu não se manifestar.

No fim de abril, reportagem do Diário de Goiás mostrou que os dois pronto-socorros (PSs) de Senador Canedo vinham encontrando dificuldades para atender uma súbita elevação na demanda. A superlotação era motivo de reclamações dos moradores reconhecidas pela prefeitura. A alegação, contudo, era de absorção dos pacientes de Goiânia.

Na ocasião, a secretária de Saúde da cidade, Verônica Sabatin, informou que a cidade tinha atendido 22 mil pacientes moradores de Goiânia de novembro de 2023 até abril, o que correspondia a  33% de toda a demanda no período. Além dos dois PSs, o município de mais de 150 mil habitantes conta com uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.