Em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Rádio Difusora, em parceria com o Diário de Goiás, o presidente estadual do PP Alexandre Baldy, falou nesta terça-feira (14) sobre o peso partidário para a eleição dos dois senadores na eleição desse ano. Ele lembrou que caminha junto na Federação União Progressista, composta também pelo UB e que apoia Daniel Vilela (MDB), desde 2018.
Ex-presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), ex-deputado federal e empresário do setor industrial, Baldy foi o último governista a colocar o nome como pré-candidato ao Senado. Comentado sobre reações negativas da base, como a do também postulante, deputado federal Zacharias Calil (MDB), ele respondeu: “Cada um tem seu legítimo direito, mas não pode responder por mim ou cercear meu direito de disputar. Quanto mais candidatos, melhor para a população que vai poder escolher e entender melhor”.
Ele também comentou sobre a declaração da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (UB), no mesmo sentido – de que queria só dois nomes ao Senado, sendo ela um deles. “Do meu lado não há nenhuma aresta a ser aparada. Todos têm o direito de disputar e colocar dentro dos seus partidos (…). Tenho o apoio do meu partido, seja no diretório estadual, seja no nacional, mas não posso responder pelos outros nem cercear o direito de eles colocarem os nomes como pré-candidatos. Nunca participei nem ouvi diretamente de outros pré-candidatos [ao Senado] alguma indisposição. Ouvi pela imprensa essa menção de indisposição, com a qual discordo”.
Baldy reforçou que uma possibilidade de indicação do nome do candidato a vice-governador na chapa de Vilela passaria pela Federação, mas o momento não é esse. “Após a convenção é o momento dessas discussões fluírem corretamente”.
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Lealdade à base
Perguntado sobre se ajuda ou não ter quatro candidaturas ao Senado pela base governista, Alexandre Baldy disse foi um dos que esteve no páreo nas eleições anteriores e continuou assim. “Isso mostra lealdade à base à qual compusemos desde 2022. Fui um dos que disputou e perdi a eleição, com mais de 400 mil votos, mas perdi”, lembrou, enfatizando que era uma vaga somente. Ele frisou que agora são duas vagas e isso muda em relação ao cenário eleitoral das eleições anteriores, de 2022, torando o contexto mais otimista.
Com base eleitoral em Anápolis, Baldy elogiou o apoio do prefeito da cidade, Márcio Corrêa (PL) para o governador Daniel Vilela disputar a reeleição.
Fazendo uma avaliação sobre sua saída da Agehab, o ex-dirigente da agência disse que Vilela fez as composições necessárias com o antecessor, Ronaldo Caiado (PSD) para manter o perfil da continuidade. “O governo tem o propósito de entregar 10 mil moradias. E a política de atração e desenvolvimento do Estado foram sucesso no governo Caiado e continuarão tendo sucesso no de Vilela”.
Sem adversários para Vilela
Na entrevista o pré-candidato ao Senado disse que não considera nem o senador Wilder Morais (PL) nem o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) como adversários que geram risco à pré-candidatura de Daniel Vilela esse ano. Ele enfatizou que acompanha Vilela desde 2018 e que vê no início do governo dele uma movimentação correta para “colocar sua marca e identidade, mostrando o quanto é importante essa relação de continuidade do projeto”, apontou.
Cauteloso, Baldy disse que as pesquisas ainda são muito pouco assertivas pela distância do período eleitoral, “que é quando o povo para para escutar”
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