16 de julho de 2026
INFRAESTRUTURA

Alego devolve R$ 550 milhões ao governo, que projeta duplicações até Santo Antônio, Vianópolis e Catalão

Bruno Peixoto estima devolução de mais R$ 150 milhões ao Tesouro ainda este ano, o que eleva total a R$ 700 milhões
Evento na Alego marcou devolução do duodécimo ao Tesouro. (Foto: Will Rosa)
Evento na Alego marcou devolução do duodécimo ao Tesouro. (Foto: Will Rosa)

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) oficializou nesta terça-feira (5) a devolução de R$ 550 milhões ao Tesouro estadual. Os recursos serão utilizados para obras em rodovias que estão sob administração da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). O plano é acelerar duplicações que saem de Goiânia rumo a Santo Antônio de Goiás e Catalão.

De acordo com o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), R$ 403 milhões foram transferidos nesta terça. Houve ainda a devolução de cerca de outros R$ 150 milhões a partir de uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-GO) para equalização de repasses de valores às instituições.

O bolo, segundo Peixoto, vai crescer. “Teremos uma segunda devolução ainda este ano. Serão mais de R$ 150 milhões, que já estão em caixa, que serão devolvidos em 2026”, disse o deputado em entrevista coletiva. “Eles serão utilizados em projetos apresentados já aprovados ou que estarão aprovados nos próximos dias”, completou.

O presidente da Alego explicou que a devolução é fruto de uma economia que se deu a partir do encerramento de contratos de locação de veículos, de máquinas e outros cortes na burocracia cotidiana. De acordo com Peixoto, é a maior devolução da história. “Sabemos que o recurso será bem empregado. São recursos economizados que se tornam obras para melhorar a qualidade de vida da população do estado”, argumentou.

Duplicações rodoviárias

Os principais eixos contemplados a partir da devolução destes recursos são as ligações de Goiânia a Catalão e a Santo Antônio de Goiás. De acordo com o governador Daniel Vilela (MDB), o processo já está encaminhado. Outro trecho tratado como crucial para duplicação é o da GO-010. No ano passado, a Goinfra entregou a via duplicada até o trevo com a GO-415, que dá acesso a Goianápolis. O projeto agora é levar a segunda pista até Vianópolis.

“Estes recursos darão condições de iniciarmos as obras o mais rápido possível, logo que forem concluídos os projetos executivos. Nossa expectativa é que estas obras comecem no mais tardar no início do próximo semestre”, disse o governador.

A duplicação da GO-462, de Goiânia a Santo Antônio de Goiás, é uma das principais reivindicações na mesa da Goinfra. O fluxo é intenso na última saída da capital ainda não duplicado. Depois da duplicação a Santo Antônio, no trecho de 17 quilômetros, o Estado quer levá-la até Nova Veneza, num trecho que tem 14 quilômetros.

No caso da GO-010, o projeto inicial e prioritário é levar a duplicação do trevo com a GO-415 até Vianópolis, passando por Bonfinópolis, Leopoldo de Bulhões e Silvânia. Posteriormente, a ideia é esticá-la até Orizona.

A mais complexa das obras é que vai conectar a capital até Catalão, centro regional do Sudeste goiano, em vias duplicadas. “Nós iniciamos de Catalão para cá. Já duplicamos da entrada da cidade até o trevo de Goiandira. Agora vamos para um novo trecho, até a Ponte do Veríssimo, e depois Ipameri. Também já temos contratadas as elaborações de projetos de Ipameri até Pires do Rio, depois Cristianópolis e, por fim, Bela Vista”, afirmou Daniel Vilela.


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