19 de julho de 2026
DECISÃO DO PLENÁRIO

Alego derruba veto de Daniel Vilela e aprova reestruturação de servidores por ampla maioria, de “comum acordo” com governo

Com 32 votos, deputados rejeitam posição do governo e validam progressões na carreira; decisão foi tomada em comum acordo
Derrubada do veto na Alego não gera impasse com governo, garante líder - Foto: Agência Assembleia de Notícias
Derrubada do veto na Alego não gera impasse com governo, garante líder - Foto: Agência Assembleia de Notícias

O Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) derrubou por 32 votos contra quatro, na quinta-feira (16), o veto do governador Daniel Vilela (MPB) ao autógrafo de lei da Mesa Diretora que reestrutura o quadro de servidores efetivos do Parlamento goiano. Na véspera, o presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB), já tinha sinalizado que havia consenso sobre a derrubada.

O assunto, entretanto, não abala a relação entre os poderes. Peixoto informou ao governador a determinação da Casa e, segundo o líder Talles Barreto (UB) em entrevista ao jornal O Popular, houve “comum acordo”.

Os deputados rejeitaram o veto integral, da Governadoria. Conforme o autógrafo, a categoria contará com progressões horizontais, em razão do tempo de serviço, e verticais, por meio de desempenho e qualificação. Em sua justificativa, a Mesa defendeu que o plano estabelece critérios objetivos para o avanço no cargo, de modo a promover um ambiente de trabalho “motivador e orientado para resultados”.

“Em um contexto de crescente complexidade das funções públicas, a atualização contínua do conhecimento técnico e científico é indispensável para assegurar a qualidade dos serviços prestados à sociedade”, defendeu a Mesa Diretora.

O veto de Vilela se baseou em parecer, da Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO). A PGE afirmou que a iniciativa fere princípios de constitucionalidade e de legalidade. O órgão apontou principalmente o enquadramento de servidores inativos e pensionistas na nova estrutura, o que, segundo ela, “não é compatível com o regime jurídico da paridade”.

Aém disso, a Secretaria de Estado da Economia avaliou que “a inovação remuneratória autônoma, potencialmente apta a produzir impacto financeiro futuro,” pode, na prática, deslocar “a materialização mais relevante de seu impacto fiscal para gestões futuras, com a transferência do respectivo ônus orçamentário, o que é inviável”.

No momento da votação, o presidente Bruno Peixoto argumentou que os efetivos da Casa prestam serviço à sociedade e solicitou o apoio dos colegas. “No Deputados Aqui, já são mais de 400 mil pessoas atendidas, recebemos mais de três mil cidadãos na sede todas as semanas. A Assembleia Legislativa goiana tem trabalhado muito para servir à população; o nosso funcionamento é de segunda a segunda”, narrou.

Os parlamentares Bia de Lima (PT), Clécio Alves (PSDB), Delegado Eduardo Prado (PL), Gugu Nader (PSDB), Mauro Rubem (PT) e Talles Barreto (UB) pediram a palavra e concordaram com o merecimento da categoria, manifestando e orientando votos conforme pediu Peixoto.

Os parlamentares Dr. George Morais (MDB), Gustavo Sebba (PSDB), Henrique César (Podemos) e Karlos Cabral (PSB) não estavam presentes à votação.


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