05 de outubro de 2026
DADOS PÚBLICOS • atualizado em 25/04/2026 às 15:57

Alego bate recorde e cargos comissionados somam mais de 17 vezes os efetivos, aponta jornal

Levantamento aponta aumento contínuo de nomeações e mais de 5,7 mil comissionados em ano eleitoral
Número de comissionados só cresce na Alego - Foto: Agência Assembleia / Hellenn Reis
Número de comissionados só cresce na Alego - Foto: Agência Assembleia / Hellenn Reis

A Assembleia Legislativa de (Alego) bateu novo recorde de cargos comissionados chegando a somar mais de 17 vezes acima do número de efetivos: 5.775 contra 331 efetivos. A informação de que a Alego superou a série histórica de consecutivos aumentos no quadro de servidores comissionados foi publicada pelo jornal O Popular na noite de sexta-feira (24).

De 5.129 comissionados em janeiro do ano passado, levantamento do jornal apontou 5.745 em janeiro de 2026, um ano eleitoral. E o número continuou subindo até março.

Em janeiro de 2022, eram 3.631 nomeados em cargos de comissão no Legislativo. No mês passado, março, o número chegou a 5.775 postos ocupados, segundo dados apurados pelo jornal no Portal da Transparência da Casa. A reportagem revela que o portal ficou sem atualizações neste ano até 22 de abril, enquanto os novos aumentos e indicações ocorriam.

Em 2024, reportagem do Diário de Goiás registrou que o número de comissionados não parava de crescer na Assembleia, representando mais de 36% dos seus funcionários – entre efetivos, outros tipos de contrato e os de cargo em comissão.

“O número de cargos comissionados à disposição dos 41 deputados estaduais e da direção do Poder teve aumento de 120% no período de 10 anos, na comparação com a quantidade registrada em março de 2016, quando eram 2.625”, aponta a reportagem do jornalista Rubens Salomão.

Ainda conforme a análise dos dados, os aumentos, durante a administração do atual , deputado (UB) – reeleito para o biênio que se encerra em dezembro -, ocorreram em frequência praticamente mensal. Somente houve reduções pontuais nos meses de janeiro, quando a direção da Casa geralmente promove exonerações de indicados para atender a novas demandas políticas dos deputados junto às bases eleitorais. “Com a sequência de elevações, o número de servidores sem vínculo passou a representar 17 vezes o número de efetivos, com salto de 2 mil nomeados em pouco mais de três anos”.

Segundo o jornal, a não comentou o assunto.


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