26 de junho de 2022
Quem manda

Ainda ao comentar sobre Petrobras, Bolsonaro fala em ‘carta branca’ a Sachsida

Presidente mandou trocar o comando da estatal e afirma que tem o direito de propror mudanças pois é "acionista majoritário"
Presidente diz que tem direito de propor mudanças e que deu carta branca a Sachsida. Foto: Reprodução/ Agência Brasil/Instagram
Presidente diz que tem direito de propor mudanças e que deu carta branca a Sachsida. Foto: Reprodução/ Agência Brasil/Instagram

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que tem o direito de propor mudanças no Conselho e na diretoria da Petrobras por ser o acionista majoritário e voltou a dizer que o novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, tem ‘carta branca’.

“Ninguém é dono da Petrobras, eu sou acionista majoritário e tenho direito via Ministério de Minas e Energia de propor a mudança não só do conselho, bem como da diretoria”, afirmou o presidente a jornalistas. “O meu feito é dar porteira fechada, Sachsida, você tem carta branca”, acrescentou.

No entanto, chegou a afirmar: “Nem o Sachsida manda na Petrobras “

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Bolsonaro trocou o comando do MME e da Petrobras por estar insatisfeito com a alta dos combustíveis em ano eleitoral. Nesta quinta-feira, ele voltou a atacar ainda a diretoria da empresa e sinalizou por mudanças. “Presidente da Petrobras ganha R$ 210 mil por mês, o povo está ouvindo aí?”, disparou. ” se é para ficar apertando botão, eu não preciso de pessoas qualificadas”.

Privatização

O chefe do Executivo ainda voltou a dizer que é favorável a privatizar a Petrobras, mas com “critérios”, e negou que o governo trabalhe com a possibilidade de criar um subsídio aos combustíveis, como já havia sinalizado o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

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“Nós trabalhamos para não haver desabastecimento de combustíveis Queremos alternativa que não haja desabastecimento, que não mexa no dólar e nos contratos”, destacou o presidente, segundo quem Bento Albuquerque “pediu para sair” do governo.

Albuquerque, no entanto, foi demitido do Ministério de Minas e Energia – e substituído por Adolfo Sachsida – em meio à revolta de Bolsonaro com os sucessivos reajustes dos combustíveis pela Petrobras em ano eleitoral. (Por Eduardo Gayer/Estadão Conteúdo)