07 de fevereiro de 2026
Violência • atualizado em 22/12/2025 às 08:47

Agressão: mulher diz ter sido atacada covardemente pelo atacante Gustavo Pajé, do Vila Nova

Mulher de 30 anos afirma ter sido agredida pelo atacante Gustavo Pajé em bar no Rio de Janeiro; caso foi registrado em boletim de ocorrência
Karina Almeida Sales publicou imagens nas redes sociais após agressão que atribui ao atacante do Vila Nova, ocorrida na madrugada de domingo (21). Fotos: Reprodução.
Karina Almeida Sales publicou imagens nas redes sociais após agressão que atribui ao atacante do Vila Nova, ocorrida na madrugada de domingo (21). Fotos: Reprodução.

Uma mulher identificada como Karina Almeida Sales, de 30 anos, acusa o atacante Gustavo Pajé, do Vila Nova Futebol Clube, de agressão física ocorrida na madrugada de domingo (21), em um bar localizado no bairro dos Bancários, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Segundo relato registrado em boletim de ocorrência e divulgado inicialmente pelo ge, a vítima precisou ser hospitalizada após o episódio.

De acordo com o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), registrado na 37ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, Karina relatou que o caso aconteceu por volta das 4h da manhã, quando ela se preparava para deixar o bar acompanhada do marido e de amigos.

Relato da vítima

No documento e também em publicações feitas nas redes sociais, Karina afirma que um grupo de pessoas caminhava em fila dentro do estabelecimento e acabou esbarrando nela. Ao pedir que tivessem mais cuidado, teria sido alvo de ofensas verbais. Segundo o relato, o jogador estava “visivelmente alterado” e passou a xingá-la.

Ainda conforme a versão apresentada pela vítima, Gustavo Pajé teria seguido Karina e o marido até a parte externa do bar, onde as agressões físicas teriam ocorrido. Ela afirma que recebeu um soco no rosto, caiu no chão e, mesmo assim, foi chutada. Em razão dos ferimentos, precisou ser levada a um hospital para atendimento médico e levou pontos, conforme imagens divulgadas por ela nas redes sociais, nas quais aparece com o rosto ensanguentado.

“Após esbarrões e xingamentos constantes, contestei a atitude desnecessária e recebi um soco na cara, chegando a cair no chão e, ao cair, ainda recebi chutes. Precisei ir ao hospital para levar pontos”, escreveu Karina. Em outra parte do desabafo, ela afirmou estar “revoltada, chateada e magoada” e disse que pretende levar o caso adiante: “A justiça vai ser feita. Vou até o fim. Por minha dignidade”. Confira:

Registro policial e apuração

O TCO foi formalizado na Polícia Civil do Rio de Janeiro, e o caso deverá ser apurado pelas autoridades locais. Até o momento, não há informação sobre eventual oitiva do jogador ou de testemunhas, nem sobre possíveis medidas judiciais decorrentes do registro policial.

Até a publicação desta reportagem, Gustavo Pajé não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. O Vila Nova Futebol Clube também não divulgou nota ou posicionamento a respeito do caso. O jogador está de férias e, segundo as informações iniciais, o episódio teria ocorrido fora do período de atividades profissionais.

Quem é Gustavo Pajé

Revelado nas categorias de base do Vila Nova, Gustavo Pajé foi um dos destaques da equipe na atual temporada. Jovem e considerado uma das apostas do clube, o atacante é visto internamente como um atleta com potencial de crescimento e valorização futura. O episódio relatado por Karina, no entanto, lança incertezas sobre o momento extracampo do jogador e pode trazer desdobramentos esportivos e institucionais, a depender do avanço das investigações.

O espaço segue aberto para manifestação do atleta e do clube.


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