Depois de conquistar os brasileiros que vivem nos Estados Unidos com o pequi premium, o empresário goiano Roberto Leandro Rodrigues de Araújo agora aposta em outro símbolo da culinária regional: a pamonha goiana. Morando nos EUA há quase 26 anos, ele se tornou um dos responsáveis por levar sabores típicos de Goiás para o exterior por meio da empresa Brazilian Fruits, criada há cinco anos ao lado da irmã, Fábia Tatiana Rodrigues de Araújo, e do cunhado.
A novidade surgiu após a repercussão do sucesso do pequi nos Estados Unidos. Segundo Roberto, a procura pelo produto abriu portas para novas oportunidades. “Surgiu a proposta e a oportunidade devido à mídia depois do pequi. O pessoal da Pamonharia Oeste entrou em contato comigo, entendeu? E a gente já tinha uma visão pra isso também aqui”, contou.
O empresário explicou que, após as primeiras conversas, a irmã visitou a fábrica em Goiás para conhecer melhor o produto. “Minha irmã foi lá, fez uma visita pra eles, experimentou o produto. A gente já conhecia, né, porque vai sempre em Goiânia. E aí foi de onde iniciou o pontapé pra trazer a primeira remessa”, disse.
Receptividade em solo americano
A aceitação da pamonha surpreendeu até mesmo os empresários. Roberto revelou que a primeira carga foi pequena, justamente pela incerteza sobre a receptividade do público norte-americano. “A primeira que nós trouxemos teve uma reação muito grande. O pessoal de Goiás correu atrás, experimentou e começou um fala para o outro, um comunica com o outro. Foi uma saída bem rápida”, destacou.
O sucesso foi tão grande que a empresa já está na quarta remessa do produto. Além dos brasileiros, a iguaria típica goiana também começou a conquistar outros públicos. “A gente está agregando ela no mercado brasileiro, mas também para latinos. Os hispanos gostam também desse produto, que é feito de milho. O deles é diferente, mas é parecido com a nossa pamonha”, explicou.
Segundo ele, até mesmo americanos têm aprovado a novidade. “Tem brasileiro que é casado com americano, que o americano também tem experimentado”, afirmou.
Da dificuldade à oportunidade
Roberto contou que nunca imaginou trabalhar levando produtos típicos brasileiros para fora do país. “Nunca imaginei que eu iria trabalhar nessa área de trazer produtos da região da gente aqui. Quando eu cheguei, era muito difícil achar alguma coisa brasileira. Independente do Estado, era difícil achar um produto brasileiro”, relembrou.
Com o passar dos anos, ele viu o mercado crescer junto com o fortalecimento das lojas brasileiras nos EUA. “As coisas foram modernizando, o pessoal foi começando a ter coragem para exportar as coisas brasileiras para cá. Aí o negócio foi dando certo”, disse.
Antes de entrar no ramo alimentício, Roberto trabalhou na construção civil. Depois, passou a atuar ao lado da irmã no segmento de exportação. “Ela já estava engrenada nesse esquema de exportação e me chamou para trabalhar com ela. Agora deu certo. Nós começamos com o pequi de Goiás, a guariroba, e agora a pamonha. Quem sabe mais algumas coisas produzidas em Goiás”, afirmou.
Para o empresário, o segredo do sucesso está na qualidade dos produtos oferecidos ao público. “Você tem que apresentar muito bem o produto e trabalhar com qualidade. Só do cliente ver, ele já entende que o produto realmente tem qualidade e aceitação no mercado. Isso é importante”, concluiu.
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