14 de agosto de 2026
PAFUS

“Agora a unidade resolve”: Mabel anuncia autonomia financeira para acelerar manutenção na saúde

Pafus prevê repasses diretos para 117 unidades, com foco em agilidade, pequenos reparos e melhoria no atendimento à população
Prefeito Sandro Mabel durante lançamento do Pafus, programa que descentraliza recursos e promete mais agilidade no funcionamento das unidades de saúde em Goiânia. Foto: Alex Malheiros.
Prefeito Sandro Mabel durante lançamento do Pafus, programa que descentraliza recursos e promete mais agilidade no funcionamento das unidades de saúde em Goiânia. Foto: Alex Malheiros.

A Prefeitura de Goiânia apresentou, nesta segunda-feira (23), o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), iniciativa que prevê a descentralização de recursos para agilizar a manutenção e melhorar o atendimento à população. A proposta contempla 117 unidades da rede municipal, que passarão a receber verbas diretamente em contas próprias.

Segundo o prefeito Sandro Mabel, o objetivo é reduzir a burocracia e permitir que problemas simples sejam resolvidos com mais rapidez no dia a dia das unidades. “Queimava uma lâmpada, entrava na fila. Quebrava uma descarga, entrava na fila. Isso demorava muitos dias para ser resolvido. Agora a unidade toma suas providências. São 117 unidades autônomas, e isso anda muito mais rápido”, afirmou.

Autonomia para resolver problemas imediatos

Com o novo modelo, cada unidade poderá administrar despesas cotidianas, como manutenção predial, compra de materiais e serviços básicos. Os recursos serão movimentados diretamente pelas unidades, sob responsabilidade de seus gestores.

“O programa é de autonomia financeira, agilidade, ser direto, transparente e, sobretudo, eficaz. Cada unidade movimenta os próprios recursos por meio de conta bancária própria e presta contas dentro disso”, explicou Mabel.

O prefeito destacou que a tomada de decisões será feita por uma comissão interna em cada unidade, responsável por definir prioridades. “Esse dinheiro tem prioridades. Quem define isso é a comissão formada dentro da unidade. É coisa rápida, jogo rápido, para resolver o que precisa ser feito”, disse.

Prioridade: estrutura básica e atendimento digno

De acordo com o prefeito, os primeiros investimentos devem focar na melhoria das condições básicas de atendimento, especialmente para públicos mais vulneráveis. “Temos sempre falado que as prioridades são as coisas que atendem principalmente as mães e as crianças. É ter um banheiro limpo, arrumado, um ambiente adequado. A pessoa já chega estressada e precisa encontrar um lugar funcionando”, pontuou.

Mabel também criticou a situação encontrada na rede municipal ao assumir a gestão. “É um absurdo o que acontecia. Porta de banheiro quebrada, descarga sem funcionar, dois ou três banheiros inutilizados. Nós temos que acabar com isso”, afirmou.

Valores e fiscalização

Cada unidade poderá receber, em média, até R$ 200 mil por ano, com variações conforme o porte e a demanda. Para 2026, a previsão é de investimento entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões, podendo chegar a R$ 20 milhões nos anos seguintes.

A prestação de contas será trimestral e contará com fiscalização do Conselho Municipal de Saúde, da Controladoria-Geral do Município e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO). “O diretor da unidade responde pelo que gasta, mas decide junto com o conselho e a comunidade. É uma gestão compartilhada e transparente”, destacou o prefeito.

Modelo inspirado na educação

O programa foi inspirado em iniciativa semelhante adotada na rede municipal de ensino, que, segundo Mabel, trouxe resultados positivos. “A gente fez isso nas escolas e o resultado foi muito bom. Hoje você não vê mais telhado vazando, os banheiros estão arrumados, os problemas são resolvidos rapidamente. É isso que queremos levar para a saúde”, afirmou.

Ele ressaltou que a descentralização permite maior eficiência no uso dos recursos públicos. “É um dinheiro pequeno, mas que rende demais. Às vezes, gastar da forma tradicional custa mais caro e demora mais”, disse.

Impacto no atendimento à população

A expectativa da prefeitura é que o programa reduza reclamações e melhore a percepção da população sobre os serviços de saúde. “Essas reclamações têm que diminuir. A população tem que ser melhor atendida. Não pode ficar presa na burocracia para resolver coisa simples”, afirmou Mabel.

O prefeito também destacou outras ações já implementadas na área da saúde, como a ampliação do atendimento 24 horas e o aumento no número de profissionais. “Hoje você vê unidades atendendo de dia, de noite e nos fins de semana. Pegamos uma saúde sucateada, sem remédios, e hoje já temos cerca de 90% dos medicamentos disponíveis”, disse.


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