A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) denunciou nesta quinta-feira (15) um suposto esquema de falsificação de documentos e de processos em casos trabalhistas. A denúncia aponta que um advogado, de nome não divulgado, seja o responsável pelos crimes.
Segundo a Comurg, o profissional atuava em 76 ações ajuizadas no ano passado. O problema é que os servidores desconheciam as ações, ou seja, não eram responsáveis por ajuizá-las. Eles também alegaram à companhia que jamais outorgaram procuração ao advogado.
Com os relatos dos funcionários, a Comurg fez uma perícia grafotécnica, cujo resultado preliminar apontou para falsificação documental.
Um dos servidores vítimas da suposta falsificação registrou boletim de ocorrência contra o advogado. O caso também foi levado à Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-GO) pela empresa. A suspeita é que os documentos foram vazados por meio de acesso externo ao sistema de gestão de pessoas.
Existe ainda uma ação que pode ter o mesmo modus operandi em trâmite no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a maior esfera judicial do trabalho do Brasil; o processo tem o mesmo jurista como procurador de um funcionário da Comurg e pode configurar mais um dos casos sob apuração por possível prática de fraude.
A Comurg já protocolou uma denúncia à Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em que pede ao Judiciário para que determine apuração aprofundada do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), com intenção de esclarecer por completa a situação.
“Qualquer tipo de situação que possa ser um possível desvio de conduta é apurado com o máximo rigor e garantido o amplo direito de defesa e contraditório. A minha primeira determinação dentro da Comurg foi para moralizar a empresa e acabar com esquemas ilegais”, disse o prefeito Sandro Mabel ao ser comunicado da denúncia.
“A Assessoria Jurídica da Comurg foi toda reformulada e, neste sentido, todos os processos que estavam em andamento e constavam a companhia como parte, tiveram de ser revisados. Quando nos deparamos com os primeiros indícios, determinei uma apuração criteriosa de forma interna e, agora, com os laudos, tivemos condições de formalizar uma denúncia para que a situação seja investigada”, informou o presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos.
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